Tour do Black Pantera pelo sul trouxe muito groove violento para Joinville

Em turnê com o Rest in Chaos pelo sul do país, entre as datas das apresentações em Curitiba e Florianópolis, os mineiros do Black Pantera trouxeram intensidade ao feriadão de independência no dia 7 de setembro no Delinquent’s Bar em Joinville. A abertura da noite ficou por conta da Controversy.

Para contextualizar um pouco da importância artística do Black Pantera, vale destacar a miscigenação musical que o trio de Uberaba criou: a brutalidade de riffs do metal (especialmente do thrash metalgroove metal) se unem as batidas mais enérgicas tradicionais da música punk e são encorpadas por influências blacks – não muito óbvias para uma banda com as características anteriores. Essa combinação é feita de uma forma muito homogênea, dando um estilo único ao som pesado da banda. E, naturalmente, eles carregam consigo um ativismo em suas obras, pela identidade dos próprios e pela origem dos gêneros musicais ao qual eles alimentam a chama; inclusive, levando-os a tocar em festivais como o Download… E podemos observar a visão dos membros sobre isso tudo nessa boa entrevista.

Já sobre o show, toda essa receita se concretiza perfeitamente para fazer um clima catártico. A banda levou sons agitados do seu primeiro álbum, de 2015, como “Abre a roda e senta o pé”, “Boto pra Fuder” e “Ratatatá”; mas é bom lembrar que eles estão em tour de divulgação do seu novo álbum, Agressão, lançado em junho e evidente que o repertório manteve grande destaque para essas canções – destaco “Extra” -, recebidas com entusiamo pelo (pequeno) público joinvilense e com grande entrega dos três músicos – literalmente tocando em meio à platéia. Grande show.

Rest in Chaos

Antes disso, pudemos presenciar uma cavalar apresentação do quarteto de thrashcore Rest in Chaos, de Floripa. A banda lançou no ano passado o seu primeiro EP Worship Machines e o single “Look at Me” nesse ano, mas fiquei impressionado pelo quão intenso é o som que eles conseguem levar ao palco. Beatdowns, mudanças aceleradas de ritmo, vocais agressivíssimos, riffs efusivos… Um clima propício para deixar o público lá presente completamente ensandecido.

Um pouco mais cedo, a joinvilense Controversy iniciou os trabalhos da noite e trazendo novamente aos locais a sua mais recente formação – que eu entendo que toca um thrash/groove metal “transcendental”. Infelizmente a banda teve uns pequenos problemas com o seu equipamento nos primeiros sons do set, que atrapalharam a qualidade do som feita por eles, mas canções como “5” e “10” demonstraram um tanto da essência do que se busca alí: algo como o Sepultura do Chaos AD abrangendo maiores referências progressivas e de letras pessoais, com uma busca por sons percussivos mais “quebrados” sendo a tônica.

Controversy

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Giovanni Cabral
Sobre Giovanni Cabral 47 Artigos
Um genuíno caipira hipster das sombras que aprendeu a lidar melhor com os seus fracassos do que com qualquer vitória ilusória. Aqui e em outros escombros da internet, sou divulgador, pseudo-crítico e produtor de arte.

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