Nota de repúdio sobre as agressões do assistente do Gorgoroth

Antes de mais nada, gostaríamos de frisar que esta nota do Coletivo Metranca tem a intenção de esclarecer e alertar a comunidade do metal sobre situações que não podem ser admitidas em qualquer tipo de festival. O fato que se decorreu na noite de sábado (9/12), na Fazenda Evaristo (na cidade de Rio Negrinho), durante o Maniacs Metal Meeting, levantou  diversos questionamentos e expôs muitos problemas que qualquer evento está passivo de enfrentar.  Entretanto, esta nota tratará da situação principal, que envolve as agressões do assistente de palco/segurança norueguês da banda Gorgoroth. Outros desdobramentos e questionamentos dos envolvidos se darão em caráter particular, com ou sem acionamento dos meios legais.  Por questões jurídicas não anunciaremos o nome do agressor, pois isso se dará no âmbito legal com fotos, vídeos e depoimentos das testemunhas.

Segue:

1) O Coletivo Metranca estava credenciado com quatro profissionais para atuar no registro do festival. A cobertura se deu normalmente durante o evento, obedecendo-se os limites impostos pela organização, como o período máximo de fotografias e vídeos das bandas feitas apenas nas três primeiras músicas de cada apresentação.

2) No início do show do Gorgoroth, três integrantes da nossa equipe estavam próximos ao palco para fazer os registros, com uma câmera profissional, uma Go Pro e um celular . Quem acompanha as coberturas do coletivo sabe que são feitas produções em áudio, vídeo, gifs, transmissão ao vivo e/outros.

3) Aleatoriamente, o assistente de palco da banda Gorgoroth em questão se aproximou de um dos nossos integrantes e o questionou sobre os registros com a Go Pro. Sem qualquer tipo de reação por parte do nosso integrante, o assistente de palco da banda o agrediu com socos, o estrangulou, o jogou contra as grades e desferiu mais socos na barriga do nosso fotógrafo. Os seguranças do local nada fizeram. Não houve nenhum tipo de impedimento de tais agressões e o assistente de palco da banda continuou a circular pelo show escolhendo aleatoriamente pessoas que estavam filmando ou fotografando e “ordenando” que apagassem os materiais.

4) Indignada com o que acabara de ver, outra credenciada e integrante do coletivo começou a questionar os seguranças do local e começou a filmar o assistente da banda que cometeu a agressão. Neste momento, o agressor também cuspiu no rosto da integrante do coletivo, enquanto pessoas ligadas à organização do evento tentavam retirar o celular das mãos da nossa integrante, que estava incrédula com a situação. A integrante da imprensa foi segurada pelos seguranças e repreendida, o que resultou, inclusive, em um machucado em seu braço.

5) Dada a situação, o coletivo tentou recorrer à todos os meios possíveis para impedir que o assistente da banda em questão continuasse a circular pelo show.  Primeiramente tentamos contatar os responsáveis oficiais pelo evento, depois  procuramos o chefe de segurança e por último contatamos a Polícia Militar mais de 10 vezes.  Primeiramente , a organização do evento comunicou que nada poderia ser feito sobre as agressões, mas depois de muita conversa, de questionamentos e de informações levantadas ficou acertado que os seguranças do evento impediriam o assistente do Gorgoroth de sair do evento até que a PM chegasse.

6) Durante a espera da polícia, o assistente em questão provocou novamente os profissionais credenciados e se demonstrou totalmente indiferente com a situação. Apesar da polícia ter chego para averiguar a situação, nada foi registrado de imediato, pois segundo os policiais o fato do agressor se estrangeiro fazia com que fosse necessário que o B.O. fosse registrado diretamente na delegacia. A polícia também informou que não poderia encaminhar os envolvidos à delegacia por falta de guarnições na cidade naquele momento.

7) Por fim, a organização do evento solicitou que os responsáveis pela banda levassem o agressor à delegacia, na própria van da banda. Apesar de ficar combinado que a equipe de segurança do evento faria a escolta dos carros, apenas a van com o agressor e o carro com os interessados em registrar o B.O. foram até a delegacia.

8) Chegando à delegacia, a P.M. recolheu os dados do assistente da banda Gorgoroth e sugeriu que a equipe agredida fizesse o B.O. no dia seguinte, com as imagens, vídeos e contatos das testemunhas envolvidas. Em virtude de outra ocorrência com flagrante, o efetivo da polícia no local não poderia realizar os procedimentos necessários durante a madrugada. Desta forma os envolvidos foram liberados e a situação agora corre em âmbito legal.

Pontuados os principais fatos da noite, gostaríamos de ressaltar que esta nota não tem a intenção de prejudicar o evento, muito menos de criar qualquer tipo de sensacionalismo sobre o ocorrido. No entanto, faz-se necessário evidenciar as agressões para que todos os profissionais, bandas e públicos envolvidos nestes festivais atentem para a necessidade de se garantir a segurança de todos. Desejamos que o Maniacs continue em crescimento, ampliando seu público e corrigindo possíveis falhas.  Da mesma forma como desejamos que todos os festivais de Santa Catarina se empenhem em fazer o metal ter espaços de qualidade para os públicos interessados. Este ocorrido não exclui todas as ótimas entrevistas coma s outras bandas e os grandes shows que presenciamos durante o Maniacs de2017.

É inadmissível que um assistente destes agrida profissionais da imprensa e saia totalmente impune de qualquer evento que seja.  É extremamente importante que as pessoas envolvidas em situações semelhantes se manifestem a fim de alertar a cena para estas situações. Ora, se fosse um assistente brasileiro em alguma turnê europeia agredindo profissionais da imprensa temos certeza que o tratamento seria outro.

É necessário questionar a atitudes de bandas ou assistentes de palco em relação ao público e aos outros profissionais que trabalham em eventos como este. Agressão é agressão, seja entre pessoas que integram o público ou quando parte de músicos/assistentes. Sabemos da dificuldade de se fazer eventos deste gênero, de como todo o sistema anda contra quem se propõe abrir espaço para o metal, mas é necessário tentar lidar da melhor forma possível mesmo quando se há poucos recursos.

Adendo: durante a tarde deste domingo, em conversas com outros integrantes do coletivo, a organização do evento se disponibilizou para auxiliar os agredidos no que for necessário no que se referem às representações legais.

No mais, pretendemos atualizar o documento com possíveis esclarecimentos que possam ter passado batido neste primeiro momento. Interessados em nos enviar fotos ou vídeos que possam conter momentos das agressões podem entrar em contato pelo e-mail coletivo.metranca@gmail.com.

 

 

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O Coletivo Metranca é um portal que trata de comunicação e arte. Formado em Joinville, Santa Catarina, o coletivo surgiu em 2011, como opção e espaço para atender demandas do setor cultural da região.

4 Comentários

  1. E ninguém voou em cima deles para separar a briga? Se fosse no meu tempo iam cair dez nego em cima desse gringo e iam cagale a pau… do jeito que são as coisas difícil ter algum tipo de punição para um provalecido desse…

  2. Esse mesmo assistente de palco da banda, no show em são Paulo, a todo momento ele apontava uma laterna em direção aos fãs que faziam filmagens do show em um ato de boicote, inclusive no meio do show ele discutiu também com alguém na plateia por causa das filmagens, gosto muito da banda, mas essas atitudes só nos entristece a cada dia.

  3. Gostei. É pra esses headbangers baba ovo de gringo ver como nós somos pra eles. Ainda mais se tratando de Gorgoroth.

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