Fullmetal Alchemist Netflix: Achou que teríamos um live-action decente? Achou errado, otário.

Sabe quando um trailer gera expectativas que não são correspondidas pelo filme completo? Pois então. Sabemos que a tarefa de adaptar uma obra tão popular é complicada, ainda mais quando esta obra possui fãs tão alucinados.

O fato é que a versão live-action do mangá de Hiromu Arakawa parece não ter alcançado a mesma qualidade das outras adaptações da obra. O filme deixa muitas, mas muitas lacunas, algo normal, uma vez que a obra completa é bem complexa. Talvez isso seja até intencional, como forma de motivar novos leitores a encararem a trama… Mas, existem outros pontos piores.

Para quem não está familiarizado com o Fullmetal, o universo da obra trata de um período pós revolução industrial, parecido com o que ocorreu na Europa. A história tem como protagonistas dois irmãos, Edward Elric e Alphonse Elric, que buscam uma pedra filosofal a fim de recuperar seus corpos. Ed perdeu um braço e uma perna, enquanto Al perdeu seu corpo inteiro (restando apenas a alma, aprisionada em uma armadura) durante uma tentativa mal sucedida de ressuscitar a própria mãe através da alquimia. A história teve duas adaptações em animes Fullmetal Alchemist (2003) e Brotherhood (2009), além de outros filmes, jogos e afins.

Voltando ao filme, parece que a produção do live-action se dedicou a detalhar os efeitos visuais apenas no começo do filme. Ao decorrer da história os ambientes parecem ficar cada vez mais falsos, sendo nitidamente virtuais. Outro ponto que desagrada é a atuação, salvo alguns personagens como Maes Hughes (Ryûta Satô) e Roy Mustang (Dean Fujioka), parece que não há sentimentos envolvidos nas interpretações. Ok, sabemos que é comum nestes live-actions a exaltação de expressões, mas né? Estamos bem acostumados com outras formas de expressar sentimentos, não “dá liga” e a vontade de rir é incontrolável, mesmo em alguns momentos tristes. Sobre a trilha sonora, ela não é bem aplicada. Em alguns momentos tensos, a trilha poderia ser menos nítida e mais harmoniosa, porém ela destrói a atmosfera na qual a produção tenta inserir os personagens.

Por último e como menção honrosa, a parte da Nina, personagem da qual não irei dar muitos detalhes para não estragar a surpresa, é realmente muito boa. Para quem não conhece a história é realmente chocante. Dito isso, assistam ao filme e tirem suas próprias conclusões.  Eu até evito fazer resenhas como estas pois minhas referências são bem limitadas e avaliar ou opinar sobre arte é sempre algo complexo, mas o Fullmetal fez parte da minha adolescência, então eu resolvi compartilhar com vocês algumas opiniões.

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Sobre Marcus Carvalheiro 150 Artigos
Jornalista, músico e mestrando em patrimônio cultural e sociedade

1 Comentário

  1. Olá só gostaria de lembra-lo que não é um blockbuster com orçamento de milhões de dólares logo não da pra esperar muito dos efeitos especiais, no filme da liga usaram US$ 25 milhões só pra retirar o bigode do Henry Cavill e ficou aquela M#$%@ e quanto a atuação tem que ter em vista que o tipo de atuação oriental é MUITO diferente da ocidental é só ver qualquer dorama, eu ainda não vi o live action mas vou sem preconceito e sabendo desses detalhes de qualquer forma obrigado por expor sua opinião.

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