Com lambanças de Karius e “waza-ari” de Sérgio Ramos, Real Madrid é campeão europeu

Todo o tipo de falha contra o Real Madrid pode ser fatal

Antes da partida começar, Real Madrid e Liverpool tinham tudo para fazer em Kiev uma das finais mais equilibradas dos últimos anos da Liga dos Campeões da Europa, onde os ingleses possuíam um time – e principalmente um ataque – capaz de bater de igual para igual com os gigantes espanhóis e, enfim, acabar com a hegemonia madridista dos últimos cinco anos.

Sim, “tinham” e possuíam”. A flexão verbal no pretérito imperfeito se dá por conta de uma infelicidade que mudou drasticamente o rumo da partida: o deslocamento do ombro do craque Salah. O atacante egípcio sofreu um waza-ari, golpe de judô, de Sérgio Ramos; e não, não foi um lance casual, já que o zagueiro espanhol fez um movimento com o braço realmente a fim de forçar o ombro do atacante quando ele caísse ao chão. Como resultado do lance sujo e desleal (e feito de uma maneira bem malandra, sem que o juiz nem percebesse), Salah saiu do campo aos 25 minutos do primeiro tempo e sua lesão tende a ser tão grave que nem disputar a Copa do Mundo ele irá mais.

Sérgio Ramos poderia fazer parte do time de judô da Espanha nas próximas olimpíadas?

Em seu lugar, Lallana entrou, mas pouco fez em campo; o mesmo para o brasileiro Roberto Firmino, também com partida apagada. Ambos mal apareceram na intensa e turbulenta segunda metade do jogo, que fez essa peleja realmente valer a pena.

Logo no começo do segundo tempo, o goleiro Karius fez uma falha horrorosa ao lançar um tiro-de-meta com as mãos sobre os pés do contestado Karim Benzema, que estava a menos de 5 metros da sua frente, e não perdeu. O Liverpool, mesmo após esse caldeirão de desastres, não abaixou a cabeça e logo em seguida empatou com o senegalês Mané – que carimbaria a trave posteriormente.

Bale e a sua magistral bicicleta

Mas, mesmo que a partida aparentasse estar indo para um possível desfecho heroico dos ingleses, a frieza e qualidade do time de Zidane prevaleceram. Bale, reserva de luxo que havia entrado pouco tempo antes, mostrou um talento absurdo ao emendar uma antológica bicicleta, após cruzamento de Marcelo. Desta vez o goleiro Karius não teve culpa; porém, falharia de maneira mais bisonha ainda num chute do próprio Bale, espalmando a bola para dentro do gol num chute de longa distância feito pelo galês. A famosa “mão de alface”.

Depois da merda tendo sido feita pelo arqueiro, o Real Madrid só cozinhou o restante do jogo e garantiu o 3 a 1. Assim, garantiu sua 13ª taça europeia – a quarta em cinco anos e a terceira de Zidane como técnico -, solidificando a recente dinastia de troféus deste sólido time.

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Giovanni Cabral
Sobre Giovanni Cabral 49 Artigos
Um genuíno caipira hipster das sombras que aprendeu a lidar melhor com os seus fracassos do que com qualquer vitória ilusória. Aqui e em outros escombros da internet, sou divulgador, pseudo-crítico e produtor de arte.

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