Uma lista com as 14 melhores capas de álbuns de 2016

Sem maiores delongas, o meu objetivo com este post é trazer as imagens, relacionadas a lançamentos musicais, que mexeram comigo de alguma maneira em 2016, um ano extremamente frutífero neste aspecto. Foi usada apenas duas regras para a colocação de cada álbum (além do fato de ter me sentido atraído pela capa): ter ouvido o álbum e ter gostado dele, sem haver necessariamente uma ligação ou semelhança conceitual entre cada qual.

 

Baptism – The Devil’s Fire

O Baptism, da finlândia, soa melódico e ao mesmo tempo bruto, feroz & atmosférico. Pode não ser o melhor álbum de black metal lançado em 2016, mas consegue seguir a cartilha de riffs em tremolo e bateria rápida sem que isso o torne uma mera aglutinação clichê de sons.

 

 

BIU & God Pussy – Nervos

Nervos é uma solução maximalista para a fusão entre o jazz e o harsh noise. Todos os ruídos tem naturalmente como base o improvisativo e o experimental; entre uma nota de sax solta, um ritmo desconexo na bateria e uma dissonância eletrônica, o que encontramos é uma busca incansável da exaustão.

 

Bölzer – Hero

Foi surpreendente a mudança de sonoridade do Bölzer em Hero, seu primeiro full-lenght. A banda renegou o death/black metal dos seus EPs anteriores e cavalgou em um som de difícil classificação; pesado e psicodélico, próximo ao que o Mastodon costuma fazer e ao que o Gojira fez no seu último álbum, só que com um clima mais místico.

 

Death in Rome – Hitparade

O que o Death in Rome faz é transformar hits pop “alegres” em músicas neofolk com uma carga emocional bem pesada. A lista de reinterpretações vai de George Michael á Kaoma.

 

 

Departures – Death Touches Us, From the Moment We Begin to Love

A capa já é um bom indício que esse é um álbum de hardcore melódico. No momento que eu ouvi, me identifiquei muito com as letras sobre conflitos internos presentes aqui, e talvez você também possa gostar.

 

 

Jambinai – A Hermitage

Conheci esses coreanos através deste vídeo, logo após ler comentários elogiosos a respeito disso. O som é um tipo de metal experimental com instrumentos tradicionais do país natal deles, diferente de tudo aquilo que eu já havia ouvido antes. Bem exótico.

 

 

Kayhan Kalhor, Aynur, Cemil Qocgiri & Salman Gambarov – Hawniyaz

O grupo liderado por Kayhan Kalhor consegue nos levar a algo que jamais conseguiríamos alcançar se não fosse a internet: a música tradicional curda. Com músicos experientes e acompanhados da voz dramática e intensa de Aynur, esse álbum pode agradar aqueles que se interessam por jazz étnico.

 

 

Kurushimi – Kurushimi

O debut desse sexteto australiano é uma mistura frenética de math metal com jazz de vanguarda. Você pode imaginar que encontrará blast beats e solos de sax virtuosos, mas o fórmula é tão intensa que não fica limitada a qualquer conceito padronizado.

 

Mark Pritchard – Under The Sun

Under The Sun é o encontro do moderno com o passado. É o encontro de vozes, batidas, harmonias e samples que são traçadas sem pressa, em um acúmulo sonoro que cria o clima eletrônico ideal para ser contemplado com a imagem acima.

 

Mütterlein – Orphans Of The Black Sun

Rock gótico ou darkwave, como queiram; o que temos em Orphans Of The Black Sun é algo sombrio e sinistro, tanto ritualístico como alucinatório.

 

 

Nails – You Will Never Be One of Us

Urgente, extremo e raivoso. É a definição do que classificam como “powerviolence”.

 

Prurient – Unknown Rains

O Prurient (codinome artístico de Dominick Fernow) é um dos projetos que mais me agradam dentro do chamado noise, muito por conta das suas atmosferas frias e densas serem únicas dentro de um gênero anti-musical que se preocupa em testar os limites da percepção humana. Neste aqui, o ruído é abrasivo também, só que de uma forma onde o caos é controlado através de repetições.

 

Street Sects – End Position

End Position é uma junção agressiva e esquizofrênica de sons industriais e noisecore. Inevitáveis lembranças ao Nine Inch Nails ou ao Whitehouse podem surgir, mas a experiência ao ouvir este álbum traz sensações ainda mais intensas.

 

Wormrot – Voices

Aí está um disco onde eu jamais recomendaria a alguém que presa por melodias em músicas. É grindcore podrão, rápido, que termina no momento certo que deve terminar, onde cada uma das 20 músicas diferem uma das outras e levam uma qualidade absurda.

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Giovanni Cabral
Sobre Giovanni Cabral 27 Artigos
Um genuíno caipira hipster das sombras que aprendeu a lidar melhor com os seus fracassos do que com qualquer vitória ilusória. Aqui e em outros escombros da internet, sou divulgador, pseudo-crítico e produtor de arte.

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