Tirotti expõe Memória locus em Joinville

Release oficial:

“Exposição circula por três cidades catarinenses

O artista audiovisual Tirotti abre a exposição Memória locus no Galpão da AAPLAJ no dia 9 de agosto (sábado) e dá sequência ao roteiro de circulação que teve início em Blumenau em novembro do ano passado e se encerrará em outubro, depois de cumprir novo período de visitação no Museu Nacional do Mar, em São Francisco do Sul. Com curadoria de Gleber Pieniz, Memória locus apresenta uma coleção de imagens impressas e projetadas associadas às lembranças do lugar, uma tentativa particular de emular os processos da memória a partir dos arquivos de vídeo do artista.

Essa maneira de lidar com as lembranças em Memória locus inclui uma experiência prévia do lugar pelo artista, além de uma pesquisa sobre a história, as pessoas e o ambiente em que cada exposição é montada. Os registros dessa experiência recente passam a integrar um acervo que é usado como matéria-prima e como ferramenta por Tirotti, no compasso de outros artistas contemporâneos que operam com a seleção, a edição e o arranjo da imagem em seus processos criativos.

estudo1No caso de Memória locus, esse arquivo particular é editado e arranjado em videoinstalações, em sequências projetadas em velocidade de avanço e em frames de vídeos anteriores impressos em papel arroz, imagens cujas características formais remetem à fragilidade, à imprecisão e à distorção da memória. Em Blumenau, Memória locus esteve equilibrada entre uma abordagem pessoal – dada pelas relações de Tirotti com os artistas Fábio Salun e Pitta Camargo, que abriam exposições simultâneas – e uma abordagem local, através do vídeo dedicado ao cinéfilo Herbert Holetz (1934-2013). Em Joinville, por outro lado, os cinco trabalhos que integram a exposição fazem referência ao sistema da arte local e seus pontos de interseção com a antiga fábrica da Antarctica, lugar de contínua (des)construção estrutural e precária identidade cultural, no exato momento em que seu uso e ocupação pela comunidade artística – ainda que garantidos na forma de lei – estão sendo ignorados pela administração pública.

Designer por formação, Nilton Santo Tirotti nasceu em São Paulo. Atua como artista e agita a cena cultural de Joinville desde a sua chegada em 1996 e onde, dois anos depois, conquistaria o prêmio do Salão dos Novos (seguido por outras distinções como no Salão Blausigel do MASC, no Salão de Artes de Itajaí e, mais recentemente, no Salão Chapecoense) e passaria a integrar quase todas as edições da Coletiva de Artistas do MAJ. Paralelamente à trajetória nas artes visuais, Tirotti é professor nos cursos de design e comunicação, diretor de vídeos de ficção e documentários, além de representar a categoria tanto na direção da Associação de Artistas Plásticos de Joinville (AAPLAJ) quanto em fóruns como a Conferência Municipal e o Conselho de Política Cultural. Memória locus é a sua primeira exposição individual itinerante.

A circulação de Memória locus por Blumenau, Joinville e São Francisco do Sul é um projeto patrocinado pela Prefeitura de Joinville através da Fundação Cultural e do mecenato do Sistema Municipal de Desenvolvimento pela Cultura (SIMDEC).”

 

SERVIÇO:

Exposição Memória locus, de Tirotti, com curadoria de Gleber Pieniz.

Abertura: 9 de agosto, sábado, às 11 horas.

Local: Galpão da AAPLAJ, na Antarctica (rua 15 de Novembro, 1383, América).

Visitação: De terças-feiras a sábados, das 14 às 17 horas, até o dia 11 de setembro de 2014, com entrada gratuita.

 

CONTATOS:

Tirotti (47)9918-7256/3435-4727 ou tirotti.ns@gmail.com.

Gleber Pieniz (47)3028-2338/9949-4305 ou gleber.pieniz@gmail.com.

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