Cinema

The Room, o Artista do Desastre e o sucesso

Existem determinadas obras de arte que resultam em algo tão absolutamente ruim no que se propõem – claro, levando em conta sempre um suposto comparativo com fórmulas tradicionais de se criar e desenvolver – que acabam alcançando um outro patamar: a admiração pelo absurdo, por aqueles que sentiram-se imersos naquilo. Esse culto ao desfigurado é comum principalmente na música e no cinema, cujo o que se é contemplado é intrigante em um nível que pode acabar gerando uma nova absorção (e interpretação), das primeiras impressões à compreensão plena, de um determinado formato artístico. The Room (2003) certamente é um exemplo disso em obras cinematográficas. O filme foi escrito, dirigido, produzido e protagonizado por Tommy Wiseau, e isto certamente é parte do encanto pela obra; é muito mais do que uma demonstração de vaidade, pois, pela nula experiência de Tommy no meio artístico, o identificamos pela busca do seu magnum opus e de marcar o […]