O problema da continuidade e o Retcon

DC Rebirth
Rebirth: um retcon de um retcon de um retcon, para devolver as coisas para como eram depois de um retcon cósmico.

Muito já disse pela nerdosfera a respeito do plot twist de Steve Rogers: Captain America #1 (em breve, sai o número dois). Eu mesmo já fiz um artigo tratando da implausibilidade da revelação final da edição e da trama proposta pelo roteirista. Muito se defendeu o autor, com base na rotatividade da indústria de quadrinhos e na desculpa de que “dá uns dois anos e desfazem isso”

 

Mas há um detalhe importante que poucas críticas – e quase nenhuma das defesas ao trabalho – abordou: a maneira como a trama de Nick Spencer afeta mais do que somente as edições futuras do Capitão América. Com o twist e a revelação de que Steve Rogers é e sempre foi um agente da Hydra, todas as histórias publicadas são afetadas. É um exemplo clássico de continuidade retroativa, um retcon, ferramenta usada com uma frequência alarmante na indústria de quadrinhos (e também no cinema, na televisão, em livros, jogos…)

 

Por sua natureza, essa ferramenta – ou melhor, esse fenômeno, dado que a maioria dos retcons acabam vindo como resultado da longevidade de certas narrativas – transforma a continuidade em um emaranhado muitas vezes incompreensível.  

 

Aviso: contém leves spoilers da Marvel, da DC, Gundam SEED Destiny e Doctor Who. 

 

O que raios é um retcon?

 

Colocando de maneira simples, um Retcon é uma revelação narrativa que muda eventos anteriores. Retcons não necessariamente ruins, e um tipo de “retcon” bem aceito é a reviravolta de trama, uma revelação de última hora que muda toda a compreensão da história (como o final de Clube da Luta ou de Sexto Sentido.)

 

O que faz com que um Retcon seja diferente de um “plot twist” é que em geral um Retcon ocorre fora da história que ele altera, ou em uma recontagem e reedição dela. Seja por um evento cuja revelação altera as histórias que vieram antes, ou em um evento que atua para fora da história, alterando à além dos limites estabelecidos narrativamente.

A saga do clone: o mais infame, prolongado e confuso  Retcon da Marvel.
A saga do clone: o mais infame, prolongado e confuso Retcon da Marvel.

 

Por exemplo, a revelação de que a Gwen Stacy vista na primeira saga do clone é um clone é um plot twist; a revelação (depois descartada) na segunda saga do clone de que o “clone” que sobreviveu era o verdadeiro Peter Parker e que o personagem que foi acompanhado por anos era o clone? RETCON.

 

Tivesse sido a revelação de Spencer que Steve Rogers havia se infiltrado na Hydra, seu ataque contra Union Jack e o mote da Hydra teria sido um twist. Mas com a implicação (confirmada por Spencer e Breevort) em entrevistas de que Steve sempre foi da Hydra, desde a juventude? Retcon clássico – e sofrendo com um dos piores problemas da categoria.

 


Retcon Cósmico: quando as coisas são mudadas por mágica

 

Comecemos pelo tipo mais preguiçoso e desleixado de se reescrever continuidade, o “Retcon Cósmico”, quando algo ou alguém muda tudo via mágica/superciência/cruzar o fluxo de neutrons. Onde outros tipos de retcon adicionam elementos novos que mudam completamente a continuidade prévia, este tipo adiciona alguma coisa que apaga a continuidade anterior, e o faz por dentro da história.

 

Poucas histórias exemplificam isso mais do que One More Day, do Homem-Aranha, que descartou mais de metade da vida do personagem (ou não, dado o flip-flop editorial quanto ao que raios aconteceu) via um pacto com o diab- Mephisto. O pacto resultou em imensas alterações na cronologia do personagem (que tentaram ignorar com um handwave sobre Peter Parker e Mary Jane Watson nunca terem se casado mas “terem vivido em pecado” – implicações infelizes aí), incluindo descartar todo o arco narrativo do herói no evento anterior.

DC Rebirth
Rebirth: um retcon de um retcon de um retcon, para devolver as coisas para como eram depois de um retcon cósmico.

O recente Rebirth da DC é um exemplo desse tipo de Retcon – dando continuidade à tradição da Editora de fazer um desses sempre que a continuidade fica confusa demais. Nem sempre o Retcon cósmico é fruto de preguiça ou desleixo, e as crises da DC definitivamente mostram que há como fazer eles direito – assim como mostram que dá pra fazer muito errado (como justificar seu recon cosmico via superboy socando a realidade).

 

Um dos retcons desse tipo mais surpreendentes e inesperados (além de bem feitos) é o do desenho animado Scooby-Doo: Mystery Incorporated. Com a conclusão do mistério central da série, todos os efeitos da influência perversa da “entidade” desaparecem, resultando em uma realidade muito diferente daquela vista ao longo da série, como se nada tivesse acontecido.

 

Stone Ocean, a parte seis do interminável mangá Jojo’s Bizarre Adventure termina em um desses, cuja ocorrência já era prenunciada desde o início do arco de história – mas que no fundo não passava de uma desculpa autoral para começar outra coisa. Outra série nipônica, Puella Magi Madoka Magica, tem um desses em sua conclusão, com consequências literalmente cósmicas.  

 


O vício no retcon como maneira de consertar erros

 

A indústria de quadrinhos tem um vício grave: usar de retcons para apagar histórias que não deveriam ter sido feitas pra começo de conversa, ao invés de resolvê-las diegeticamente.  Ao invés disso, cria-se algum fato desconhecido que ou apaga a história, ou muda ela por completo.

 

Hal Jordan Parallax
Hal Jordan: de vilão à vitima via Retcon.

Um exemplo é a redenção de Hal Jordan após os eventos de Crepúsculo Esmeralda, quando ele virou o vilão Parallax. Como redimir alguém que havia executado com prazer seus amigos e colegas não parecia plausível (mesmo após Jordan ter servido como o Espectro para pagar por seus pecados), a minissérie Green Lantern: Rebirth eximiu o lanterna de culpa ao criar uma “entidade Parallax” responsável pelas ações do vilão. Assim, Jordan não tinha culpa (o que gerava um buraco com ele ter tido que pagar por suas ações virando o Espectro.)

 

O anime Kidou Senshi Gundam SEED Destiny tem um dos piores e mais bizarros retcons desse tipo (sinal de uma produção que valorizava choque no lugar de coerência), usando da recapitulação do começo de um episódio para reescrever o final do anterior: ao fim do episódio 34 da série, o Freedom explode após seu reator nuclear ser trespassado pela espada do Destiny. A recapitulação do episódio seguinte, no entanto, revela que a explosão “não foi fatal” para seu piloto e não destruíu o Freedom por que “ele desligou o reator nuclear na última hora”.

 

Se há algo que veio de bom na fase de Rick Remender em Capitão América foi justamente um retcon: apagar de continuidade o passado péssimo que Steve Englehart dera para Sam Wilson. O passado de Wilson como um cafetão e traficante já era ignorado pela editora, mas Remender oficializou sua fraudulência, ao revelar que as memórias daquele passado e do trabalho de Wilson como espião do Caveira Vermelha foram fruto de um cubo cósmico criando lembranças falsas.   

"Snap" Wilson: um passado adicionado - e removido - à canetadas.
“Snap” Wilson: um passado adicionado – e removido – à canetadas.

 

Um caso que beirava o desespero ocorreu nas páginas de X-Men: para que a equipe não contasse com uma genocida entre seus membros, foi revelado mais tarde que Jean Grey nunca fora a Fênix, mas sim que a entidade estava possuindo seu corpo. Como isso foi mal recebido, outro retcon negou o primeiro.

 

Em Jornada nas Estrelas, uma limitação de produção foi corrigido através de um dos Retcons mais confusos e mal explicados da história, abrangendo múltiplas séries, jogos e livros: a ausência das protuberâncias na cabeça dos Klingons na série original, explicada posteriormente como sendo resultado de uma doença – curada em outra série via viagem no tempo, por meios que foram explicados em um MMO. Ao invés de simplesmente se admitir que não havia como fazer a maquiagem direito durante a série original. 

 

O vício é tão grave que ele foi usado como desculpa para o retcon de Spencer: que em dois ou três anos “eles apagam tudo”. E esse vício demonstra um problema muito maior do que mera incompetência, ele demonstra falta de interesse editorial na qualidade das histórias – afinal, por que fazer algo bom, se podemos apagar magicamente qualquer erro? E pra que se importar com o que acontece, se nada dura mesmo?

 

O retcon como uma reviravolta tardia – ou: chocando via retcons

 

O retcon de Nick Spencer caí em uma categoria muito especial de retcons: aqueles feitos para chocar. Ao invés de se criar uma revelação chocante ou um evento escandalizante, se apela para alterar o passado de alguém (com ou sem o efeito sonoro do dramatic prairie dog ao fundo) e dizer “tudo que vocês pensavam que sabiam estava errado!!!”.

 

A Marvel é uma velha entendida desse tipo de Retcon. Além da Saga do Clone e do Capitão Hidra já mencionados, temos o terrível evento The Crossing (onde revelava-se que Tony Stark era e sempre fora um vilão), Invasão Secreta (que levou a conclusão de que a Mulher Aranha nunca fez parte dos Vingadores, e que o Hank Pym presente nos eventos anteriores era um Skrull) e até um evento inteiro baseado em retcons do passado, Pecados Pretéritos).

 

Identity Crisis
Crise de identidade: implicações infelizes

O mini-evento Crise de Identidade, da Liga da Justiça, faz isso particularmente mal: em seu cerne estava a revelação de que Sue Dibny, esposa do herói Homem Elástico, havia sido estuprada pelo Doutor Luz durante a fase do satélite da liga. A conclusão dessa linha de trama era que os membros da liga haviam reescrito a personalidade de Luz e apagado a mente do Batman, a implicação sendo que por anos, todos os membros da Liga (as únicas pessoas em quem Bruce Wayne confiava) conviviam com ele cientes de que tinham apagado a mente de seu “amigo” para acobertar o que fizeram. A história tentava lidar de uma maneira mais séria com o velho trope de heróis apagando memórias para se proteger – mas não levava em conta as implicações no todo.

 


O problema maior desse tipo de retcon é parecido com das resoluções via retcon: ele trata toda a continuidade pré-estabelecida como algo descartável em nome de um choque barato (que dificilmente será duradouro, dado que quanto mais vezes eles acontecessem, menos os leitores tendem a se importar com continuidade). É o equivalente narrativo de um screamer: um susto ou uma surpresa barata que não tem persistência, pois não dá motivos para se importar com que veio antes ou com o que virá em seguida. Afinal, pra que se importar com os heróis se a qualquer hora eles vão se virar pra dizer “mwhahahaha, eu era mal o tempo todo”, ou se importar quando alguém morre se logo ele volta revelando que era o grande vilão?

 


Retcons por retcons ou: metendo o dedo nas histórias alheias.

 

Certos retcons não existem para fazer grandes revelações, para chocar os leitores, pra mudar o cenário ou pra corrigir erros do passado. Algumas vezes, autores mexem na continuidade pré-estabelecida simplesmente porque podem e por que querem deixar a “sua” marca na história – ou por quererem retornar as coisas como eram “no seu tempo”.  

 

Clara Oswald The Day of the Doctor
Clara Oswald: o retcon ambulante

Um exemplo desse tipo de retcon está na imensamente longa série britânica Doctor Who, no episódio The Name of the Doctor. Tem dois retcons nesse episódio – um deles, a inserção de uma encarnação a mais do Doutor, acaba servindo bem à narrativa. O outro, que coloca Clara Oswald em quase todos os pontos da vida do Doutor, é só mais um sintoma da obsessão de Steven Moffat com a personagem que ele mesmo criou.

 

Outro exemplo, muito pior, é a minissérie Batman: Fortunate Son, de Gerard Jones – que reescreve a noite da morte dos pais de Bruce Wayne para inserir um discurso gratuíto contra o Rock’n’Roll e afirmar que o cavaleiro das trevas odeia e sempre odiou Rock. Porque um roqueiro matou uma namorada dele.  

 

O evento Avengers Disassembled, por exemplo, descartou grande parte da continuidade dos Vingadores para que as coisas voltassem a ser como eram na fase favorita de Brian Michael Bendis (e então destruir a equipe). Por ordens editoriais, J. Michael Straczinsky decidiu “meter a mão” em um dos momentos mais tocantes da carreira do Homem-Aranha com o arco Past Sins – revelando que Gwen Stacy foi assassinada pelo Duende Verde para esconder os filhos que ela teve com Norman Osborn (Straczinsky teve a ideia dos filhos secretos de Stacy – mas dependesse dele eles seriam de Parker).

 

Baron Zemo
Zemo: quase duas décadas de desenvolvimento descartados em nome do Status Quo.

Talvez o personagem que mais sofreu com esse tipo de Retcon (em nome do status quo, no caso) seja o Barão Helmut Zemo. Zemo surgiu como um vilão nas páginas do Capitão América antes de virar um anti-herói em Thunderbolts. Ao longo da série, o vilão que se fingia de herói para poder conquistar o mundo foi se dando conta de que preferia ser um herói. Após uma longa luta contra sua natureza sinistra, Zemo reviveu o passado da família, se deu conta de que não precisava seguir o legado pérfido dos Zemo e… prontamente voltou a ser um vilão, servindo hoje como a piada ambulante da Hidra.

 


O Retcon editorial – ou: sindrome de Lucas

 

Há um último tipo de retcon, que não afeta a narrativa tanto quanto afeta o texto: a reedição do texto na hora de republicar, para eliminar fatores indesejados, adicionar coisas, inserir novos personagens, alterar eventos ou apenas esclarecer coisas que não ficaram claras.

 

O motivo de eu chamar isso de síndrome de Lucas é simples: ninguém exemplifica melhor esse tipo de retcon do que George Lucas, que continuamente editou, reeditou, insiriu, apagou, mexeu e remexeu coisas em seus relançamentos dos filmes de Guerra nas Estrelas.  Steven Spielberg fez o mesmo com E.T., o Extra-terrestre.

 

O que torna esse tipo de retcon potencialmente problemático é que algumas alterações textuais podem criar dilemas narrativos. Isso quando a republicação não decide por alterar a narrativa, como serve bem de exemplo os filmes de compilação de Mobile Suit Zeta Gundam (que mudaram o final, impossibilitando a série seguinte – não sem um retcon que deixe um personagem furioso e outro mentalmente debilitado).

Han Shot First
Essa todos conhecem. Han disparou primeiro

 

Algumas outras vezes, o Retcon editorial atinge um nível de metalinguagem incomum: o de tentar reescrever o que a obra é. Um dos melhores exemplos disso é Fighting American, de Joe Simon e Jack Kirby. A série começou como um exemplo sério de um herói anti-comunista – mas quando os excessos do Comite especial para assuntos anti-americanos ficaram claros, Simon e Kirby reescreveram o título como uma sátira do pânico sobre a “ameaça vermelha”.

 

Dann Slott deu um exemplo de como dar para trás durante a publicação de Superior Spider-man: durante o primeiro ano do arco de história, o roteirista era adamante que Otto Octavius era o herói da saga e todas as suas ações (começando por roubar o corpo de Peter Parker) eram, ao fim das contas, heroicas. Quando o retorno de Parker se aproximou, Slott rapidamente mudou de opinião: Otto era e sempre fora o vilão, e ninguém deveria ter simpatizado com ele.

 

Um exemplo estranho é o extremamente longo quadrinho independente Cerebus the Aardvark, em sua transição de um quadrinho de comédia para uma diatribe autoral, reescreveu várias de suas piadas como sendo na verdade drama sério e profundo e real. Esse tipo de Retcon (que suga o humor de sua série) ficou tão marcado que acabou sendo chamado de um Retcon Cerebus. Um exemplo ótimo disso no mainstream? Grande parte do antigo Novo 52.

 

Retcons podem ser bons

 

Há de se lembrar que um Retcon nem sempre é ruim. Há como fazer qualquer um desses tipos de retcons bem. Contanto que se faça com o cuidado e a atenção devida. Uma coisa importante a se levar em conta é que retcons – como qualquer evento narrativo – devem servir à narrativa, e devem fluir com naturalidade a partir dela. Da mesma maneira, seu impacto em outras histórias deve ser levado em conta, caso faça parte de uma continuidade maior – do contrário, retcons são uma fonte interminável de contradições, e podem levar a rejeição do leitor.

 

No caso específico da indústria de quadrinhos, o mero esforço em manter uma continuidade acaba exigindo alguns Retcons – a começar pela escala de tempo: datas precisam ser constantemente reescrita, caso deseje-se manter a narrativa no presente. Como tal, algumas origens são reescritas periodicamente (como Warren Ellis fez na minissérie Extremis, passando a origem do Homem de Ferro do Vietnã para o Oriente Médio) e referências culturais mudam. 

 

Alguns retcons podem beneficiar a narrativa, ao alterar pequenos detalhes e ampliar a sua complexidade, ou aproveitar de brechas para inserir novas informações. Um personagem que nasceu desse pensamento foi o General Zod (antes que a adição de novos kriptonianos virasse uma comédia).

 

Winter Soldier
O soldado invernal: um retcon imenso

Outras ocasiões podem fortalecer a narrativa ao pegar velhos detalhes “esquecidos” e abordá-los sob uma ótica diferente. Ed Brubaker fez isso com James Buchanan Barnes no arco de história Soldado Invernal – aproveitando da narrativa vaga para desfazer sua morte, e reexaminando as histórias da era de ouro com um olhar mais crítico. A própria presença do Capitão no Universo Marvel já era um retcon, apagando suas histórias de 1945 até 1953.

 

Ainda ligado ao Capitão, a própria Hidra é fruto de retcon após retcon: surgindo nas páginas da Strange Tales como uma organização criminosa genérica sob liderança de Arnold Brown, a Hidra foi reescrita como uma célula nazista fundada após a guerra por Wolfgang von Strucker e o Caveira Vermelha. Mais tarde, outro retcon estabeleceu que a dupla fundou a célula moderna da Hidra durante a Segunda Guerra Mundial, mas que a organização datava do Egito antigo (assim confirmando aquilo que o Linkara alertava, que o Egito é o maior de todos os males).  

 

E é claro: certas gafes são tão graves que não há outra maneira de consertá-las que não seja dizer “não foi bem assim, eram skrulls/fantasmas/clones/modelos de vida artificiais/duplicatas de outra terra” e encerrar pelo dia. Minha previsão para o retcon que apagará o “Capitão Hidra”? Viagem no tempo (que já deve ser a causa disso). O que eu queria que fosse? Nas sábias palavras de Warren Ellis… Skrulls Anais.

 

Gundam Movie Poster
Encounters in Space: muito superior à versão televisiva.

Da mesma maneira, alguns retcons autorais e editoriais vêm para melhorar a obra. Eu mencionei antes como a compilação de Zeta Gundam alterou o final sem pensar nos resultados, mas outras reedições de Yoshiyuki Tomino melhoraram as séries que levavam aos cinemas, ao eliminar elementos “comerciais” da versão de TV e consertar erros de continuidade – particularmente na compilação de Mobile Suit Gundam – cujas alterações permitiram a existência de Zeta Gundam. Isaac Asimov, por sua vez, reeditou várias de suas obras na década de 80 para que elas fizessem parte de uma única continuidade, melhorando várias delas.

 

Por bem ou por mal, Retcons são parte recorrente de ler quadrinhos, mangás ou séries literárias.

 


Gostou do conteúdo?


Curta a nossa fanpage no Facebook:  
e siga-nos no Twitter:  

O Metranca agora está aceitando conteúdo enviado pelos leitores!
Confira em: http://coletivometranca.com.br/contribua-com-o-metranca/

Veja Também

Sobre Pedro Henrique Leal 66 Artigos
Mestre em Jornalismo de guerra e conflito pelas universidades de Swansea e Aarhus. Tradutor de literatura indie, colecionador de brinquedos, leitor de quadrinhos e fc que ninguém conhece. Mestre das obscuridades.

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*