A primeira e pesada edição do Brutal Fest

Assim como o Metal Joinville, que aconteceu a poucos meses atrás, nossa cidade voltou a receber um festival cujo foco são bandas de som pesado e rápido; trazendo um público local e de lugares como Jaraguá, Itajaí e Curitiba. A primeira edição do Brutal Fest aconteceu no Delinquent’s Bar e foi organizada por Edson Souza (guitarrista das bandas Retaliate e Zombie Cookbook), com o apoio de Tiago Kostetzer (dono do estabelecimento), e ocorreu nos dias 17 e 18 deste mês de junho. Importante destacar: não foi cobrado qualquer valor para entrar e prestigiar as bandas em cada noite, e temos certeza que houve uma camaradagem e compreensão das atrações com a proposta da organização para que o evento rolasse perfeitamente.

Vale ressaltar a variedade sonora dos nomes que se apresentaram, levando em conta a ideia do festival, indo do pornogrind, da banda Anal Vomitation, ao viking metal, da Red Sunlight. Claro, a maior expectativa foi para o show da Flesh Grinder, banda que possui um reconhecimento enorme e um merecido culto cada vez que se apresenta ao vivo, afinal, são – à nível mundial – um grande nome do Splatter e criados nessa terra a quase 25 anos atrás. Além deles, tivemos a afirmação do enorme potencial de bandas como o Farto HC e o Retaliante (ambas a um bom tempo lutando por espaço na cena independente daqui); assim como outras com uma bagagem maior, como é o caso dos paulistas da Bandanos (que fez um agitado show) e da própria Zombie Cookbook.

Um evento como este é essencial para movimentar a cena local e para que algumas pessoas frequentem shows do tipo, graças a esse formato “gratuito”. É necessário enaltecer o trabalho feito pelo Edson e também pelo Delinquent’s, já que a casa é um dos poucos lugares em Joinville que abraça a cena underground e independente, seja qual for o estilo. Eu espero profundamente que os headbangers não se acomodem em prestigiar apenas eventos no qual a entrada é free; é preciso que esse animo seja estendido no decorrer do ano para os outros shows que virão (e para haver posteriores, evidentemente), de uma forma onde casas e bandas consigam algum lucro para que possam conseguir uma auto-gestão e que não necessitem arcar todas as despesas do próprio bolso em prol desse tipo de expressão artística. Aos fãs, que também comprem (quando possível) o material dessas bandas para que elas mantenham a determinação para continuar fazendo música.

A imagem abaixo (Flesh Grinder) é um registro da fotógrafa Hiélina Oliveira e foi gentilmente cedida a nós. Para visualizar o álbum de fotos completo, acesse aqui
Flesh Grinder

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