Papo de banheiro

Era uma vez uma menina que cansou de esperar para a fila do banheiro feminino diminuir…

Era uma vez uma menina que tinha que acompanhar seu amigo gay até o banheiro feminino porque haviam batido nele no banheiro masculino no dia anterior…

Era uma vez uma menina que foi hostilizada por utilizar o banheiro masculino que estava vazio…

Era uma vez… Mas que merda… É só um banheiro!!!

¨Um belo dia em uma manhã de sol a menina resolveu trocar todas as placas dos banheiros que ela pudesse encontrar. Algumas vezes trocava as placas, outras apenas arrancava e deixava a porta vazia.

Pânico! As pessoas não sabiam o que fazer sem as placas, filas se formavam na frente das portas, mas ninguém ousava entrar! Até que escutaram uma voz.

– Com licença, com licença tô passando, tô apurada gente, deixa eu passar.

Ela franzina, cabelo ao vento (totalmente despenteado, estava correndo) com uma força descomunal (na verdade foi um chute leve) abriu a majestosa porta (do banheiro).

Pessoas gritavam indagando: – Esse então é o banheiro feminino?

– Sei lá eu só entrei, todo mundo aí parado e eu quase fazendo xixi na calça!!! É só um banheiro galera, só um banheiro!

Este foi um dia revolucionário as pessoas dessa região puderam novamente utilizar o banheiro.¨

Essa fábula por mim mal escrita, mas não menos importante serve para esclarecer publicamente que não me importo com as placas na frente das portas dos banheiros, se quero utilizar um banheiro vou entrar e pronto, principalmente se existe um banheiro vazio e uma fila imensa.

Não faz sentindo nenhum um homem se sentir aterrorizado com a presença feminina no banheiro, não deveria fazer sentindo uma mulher se sentir ameaçada por um homem utilizar o banheiro (mas sabemos que as mulheres se sentem inseguras em todos os lugares), sentindo nenhum faz meu amigo gay não utilizar o banheiro masculino por medo de apanhar e envergonhado em ir sozinho ao banheiro feminino.

Eu vandalizo mesmo, eu troco as placas dos banheiros nos bares, eu quero ver o circo pegar fogo, eu me fantasio de personagens masculinos nas festas a fantasia de propósito só para deixar as pessoas confusas com o que não há confusão. Eu ¨V de Vingança¨ beijei o ¨Eduard Mãos de Tesoura¨ escutei vaias, piadas, xingamentos. Eu Eduard entrei no banheiro masculino, fui hostilizado, entrei no banheiro feminino fui hostilizado, até que tirei a máscara no fim da festa e muitas pessoas vieram falar comigo, dizendo que acharam a brincadeira engraçada no final.

Não, não é brincadeira eu poderia ser um Eduard eu poderia estar beijando meu namorado, eu poderia estar beijando minha namorada, eu sou a Taiane e tenho o direito de beijar quem eu quiser sem ser hostilizada e utilizar o banheiro que estiver disponível.

Eu troco a placa dos banheiros, eu utilizo o banheiro que bem entender, beijo quem quiser e o respeito que exijo não é brincadeira.

Banheiro, é apenas um banheiro!!!

O que se rotula na porta é o preconceito.

O respeito deve existir em qualquer lugar!

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