Nem tudo é remendo

Em decadentes ideias de um plural falho e um contexto esdrúxulo de incertezas ela acorda sai da cama vai até a sala deita no sofá, num acorda e dorme descontrolável de existir.

A medida que rejeita que seu corpo fique em pé mantém os pensamentos deitados.

Não sente os pés no chão e acredita piamente que isso a salvará, sabe que seu corpo sempre a levará para uma direção talvez às vezes constantemente por segundos ou horas composta por um desequilíbrio inerte.

Mentir é reflexo da fome que o estômago possui e ela rejeita, disfarça roendo as unhas, algodão não come há anos, tampouco seca a pele no sol depois do banho.

Sonha com a realidade e insiste que decepção é coisa para quem se mantém em escritórios com ar condicionado e portas de correr, quando o lugar é composto por cores claras a decepção é eminente.

Complica a sala de estar por deixá-la com muitas cores oferece pouca opção para a cozinha e o quarto.

Não há não há não há não há não há não há

Papeis de parede que não sejam dos anos 70, eles ficaram lá por anos ouvindo o espreguiçar da geladeira.

Porque não há não há não há não há não há não há não há não há

Explicação para nada nessa vida.

(ela queria suturar as paredes, mas não há lugar onde seu corpo possa repousar)

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