Fandoms e o anseio por violência

A Operação Bretanha de Gundam: milhões de mortos - mas para alguns fãs, um preço justo e merecido a se pagar

Ocasionalmente, fandoms acabam por servir como uma janela peculiar para a mente humana e para o status quo social. Não é sem motivo: como um pequeno microcosmo da sociedade, as fanbases refletem muitos dos preconceitos, anseios e desejos da sociedade de onde vem seus integrantes.

 

Uma das formas nas quais este espelho é particularmente interessante é a relação dos fandoms com a violência – e as maneiras como está é vista como justificável, aceitável ou até louvável para grupos de fãs. O debate quanto ao uso da violência e particularmente da força letal é longo e complexo. O que para alguns é inaceitável, para outros é o correto é justo; onde uns veem um apelo desnecessário à força, outros encontram justiça. O que para alguns é vingança, para outros é retribuição.

 

Nessa leitura, a intenção autoral se torna irrelevante. Como nota Foucault, o Autor está morto: seus desejos e intenções não importam para os leitores tanto quanto aquilo que eles projetam sobre o texto, e isso resulta em algumas leituras curiosas que revelam muito sobre a sociedade moderna. Leituras que vão de anti-heróis lidos como mais heróicos do que realmente são, à alegorias para o nazismo tidas como manifestações do grito dos oprimidos.

 

MAGNETO: de supremacista a “defensor dos oprimidos”

 

Magento: supremcista ou revolucionário?
Magento: supremcista ou revolucionário?

Poucos personagens servem como exemplo mais claro da tendência de fandoms a reapropriarem-se de personagens como representantes do seu discurso do que Max Eisenhardt/Erik Magnus Lensherr, o supremacista mutante Magneto, dos quadrinhos dos X-Men. Criado por Stan Lee e Jack Kirby em 1963, o antigo arqui-inimigo dos mutantes liderados por Charles Xavier é frequentemente interpretado como um ativista em prol dos direitos das minorias e da igualdade social. Para muitos fãs, Magneto é o verdadeiro herói da revista, disposto a “sujar as mãos” enquanto Xavier prega essencialmente a subserviência os “opressores”.

 

Tal leitura parte de uma compreensão comum entre fãs e ciberativistas, de que a violência de uma minoria oprimida jamais pode ser comparada a de seus opressores – e como um sobrevivente do holocausto e vítima do preconceito contra mutantes, Magneto estaria apenas reagindo a violência da qual é alvo. Inspirado no rabino ultranacionalista Meir Kahane, Magneto está, no entanto, longe de ser um ativista “em defesa das minorias”.

 

Pelo contrário: assim como Kahane, Magneto pouco difere de seus antigos opressores. o discurso da Irmandade dos Mutantes não é um discurso de combate à opressão, mas um de supremacia mutante; sua meta final não era uma sociedade igualitária, mas uma que dominada pelo “Homo superior”. Enquanto muitos insistem em comparar Magneto com o líder negro Malcolm X, muito de seu discurso é tirado diretamente do ideario nazista quanto á “Raça Superior”, só trocando os arianos pelos mutantes.

Para Johann Schmidt, o que separava ele de Magneto era a identidade da "raça superior"
Para Johann Schmidt, o que separava ele de Magneto era a identidade da “raça superior”

 

Porém, para parte da fanbase do líder da irmandade (criado como um vilão genérico, vale lembrar), apontar esses elementos discursivos onipresentes em sua bibliografia é uma forma de difamação e uma tentativa de distorcer o caráter do “revolucionário”, embora esses discursos de supremacia racial venham do próprio personagem, e posteriormente tenham sido condenados pelo mesmo. Suas repetidas tentativas de escravizar ou exterminar os humanos normais são desculpadas ou como mau entendidos, ou como punição kármica pelo que outros humanos fizeram.

Scott Summers: o ódio como "retitude moral" e "coragem".
Scott Summers: o ódio como “retitude moral” e “coragem”.

 

Em tempos mais recentes, o discurso violento de defesa aos mutantes passou de Magneto para Scott Summers. Apesar de não defender o discurso de supremacia mutante, o líder dos X-Men demonstra o mesmo fervor pela violência como recurso “pela causa” que seu antigo nêmesis. Do ponto de vista de Summers, não há ação que seja imoral se ela resultar em uma única vida mutante sendo salva, pensamento compartilhado por parte de seus leitores.


Esse discurso, por sua vez, foi usado para justificar treinar adolescentes como assassinos (X-Force), ordenar crianças a matar (Schism), dominar o mundo e destruir a nação de Wakanda* (Avenger vs. X-Men) e assassinar Charles Xavier. Cada uma dessas ações foi defendida por parte da fanbase como uma medida necessária para proteger o “povo mutante” – e a condenação de várias delas por outra parte da fanbase, vista como defesa da opressão.

 

SIEG ZEON: uma alegoria para o nazismo lida como heróica

 

Outro caso de discurso deliberadamente inspirado pelo nazismo que vários fãs tomaram como heroico vem da série japonesa Kidou Senshi Gundam, de 1979. Seus antagonistas, o Principado de Zeon, são tidos por muitos fãs da franquia como sendo heroicos combatentes da liberdade, quando não bravos revolucionários contra a opressão da Terra contra suas colônias espaciais.

 

O discurso de Zeon, a primeira vista, parece belo. Centrado na opressão das colônias pelo governo da Federação Terrestre, Zeon travou aquilo que muitos leem como uma guerra de independência: a Guerra de Um Ano, conflito que serve como foco da série, e que custou mais de um terço da população humana, entre ataques com gás, bombardeios convencionais e outros ataques – particularmente o envenenamento com gás G3 de colônias neutras.

 

Parte do fascínio e da apologia por Zeon é explicada por uma mera questão estética: os uniformes, mechas e personagens de Zeon são mais “impressionantes” que os da Federação, e muitos fãs ignoram o discurso em nome do “parecer legal”. É uma adoração não pensada, acrítica e superficial, que ignora o discurso político da obra. 

"Louvemos os nazistas do espaço, por terem robôs mais legais"
“Louvemos os nazistas do espaço, por terem robôs mais legais”

 

No meio do discurso de independência, no entanto, havia outro, que serve como sustentação para a outra metade do fandom zeônico: o de que a miséria dos nascidos no espaço se devia à interferência dos terrestres, e foi este discurso que alguns fãs tomaram para si como prova do heroísmo de Zeon, e do caráter de Zeon como alegoria para a opressão dos povos colonizados pelas potências coloniais. Para esta parte dos fãs, o principado são os heróis de Gundam, narrativamente injustiçados.

Zeon: literalmente, nazistas do espaço
Zeon: literalmente, nazistas do espaço

 

Essa leitura de Zeon como revolucionários progressistas (e como defensores das colonias oprimidas) ignora que o discurso de Zeon e de seu líder de fato, Gihren Zabi, foi deliberadamente copiado do de Adolph Hitler. A intenção não era um grupo “anticolonialista”, mas o de um movimento imperialista e belicista (que na primeira fase do desenvolvimento de Gundam, ainda sob o nome Gunboy, era uma alegoria não para o nazismo, mas para o Japão Imperial). Não era um discurso de combate à opressão, mas sim outro discurso supremacista – e que foi utilizado como justificativa para atrocidades como o envenenamento de colônias neutras (ato que deu início a guerra) e o uso de “Colony Drops”, largando os gigantescos satélites habitacionais na terra, causando a morte de milhões.

 

Ao longo da linha de tempo original de Gundam, sucessores de Zeon mantiveram o mesmo discurso supremacista disfarçado de discurso revolucionário, acompanhado de ataques genocidas contra os “opressores” da Terra. Enquanto a Sunrise deixava os paralelos com os nazistas cada vez mais claros, a parte zeônica da fanbase segue dando justificativas para os atos do Principado. Assim como Magneto, parte do fandom de Zeon é representativo de uma tendência preocupante: a de ver a violência como solução justa para problemas sociais, contanto que tenha as vítimas certas.

O VIGILANTISMO ROMANTIZADO: Frank Castle

 

Outra forma que os fandoms justificam a violência, mais ligada ao discurso reacionário do que a uma projeção revolucionária sobre um grupo totalitário, está na defesa e na fascinação por vigilantes. Dos americanos Batman, Justiceiro e Arqueiro Verde aos japoneses Light Yagami, Akumetsu e Alabaster, não faltam personagens que tomem a justiça em suas próprias mãos – ou quem defenda suas ações, não importa quais sejam.

 

O próprio gênero de super-heróis está irremediavelmente interligado ao vigilantismo, e grande parte dos heróis do gênero são foras-da-lei tomando para si próprios o papel de manter a paz e a ordem em suas comunidades. No entanto, onde a maioria dos heróis, devido em grande parte ao caráter juvenil dos quadrinhos americanos de heróis, segue um código de “Não matar”, alguns saem dessa norma.

A lógica de Frank Castle: ou você mata o bandido, ou você é culpado por seus crimes
A lógica de Frank Castle: ou você mata o bandido, ou você é culpado por seus crimes

 

O melhor exemplo disso é o vilão-protagonista Frank Castle, o Justiceiro (cujo nome seria melhor traduzido como “o carrasco”). Castle jamais teve qualquer restrição contra matar ou torturar. Um veterano de guerra traumatizado pelo assassinato de sua família (pega no fogo cruzado entre mafiosos), Castle passou os 40 anos desde sua criação em 1974 travando uma guerra particular contra o crime.

 

E para os seus fãs, o que Frank Castle faz é a a coisa certa. Criado como um antagonista menor para o Homem-Aranha, o personagem cresceu e assumiu certo destaque na Marvel. Com isso, ganhou uma horda de fãs que vê nele “a coragem para lidar com os bandidos”. Em poucas palavras, Castle é a personificação da lógica do “Bandido Bom é Bandido Morto” – dispensando o devido processo da lei, direito de defesa ou julgamento.

Akumetsu: matando a corrupção - literalmente
Akumetsu: matando a corrupção – literalmente

 

A mesma lógica é a que alça o vilão protagonista do filme Taxi Driver, Travis Bickle (interpretado com maestria por Robert De Niro) ao status de herói ao final do filme: como as vítimas de seu surto psicótico eram cafetões (sua tentativa de matar um senador sendo frustrada por seguranças), Bickle é tido como herói pela imprensa e a sociedade americana – pois seus crimes eram contra “quem merecia”.

Travis Bickle: o maníaco homicida visto como herói
Travis Bickle: o maníaco homicida visto como herói

Enquanto isso, sua insanidade e desejo de violência continuam sob a superfície, prontas para explodir em um contexto menos “heroico”. Produzido em 1976, o filme de Martin Scorcese continua a servir como uma crítica aos atiradores psicóticos dos EUA – muitos dos quais movidos pelos mesmos sentimentos que Bickle, lido erroneamente como herói por alguns espectadores..

 

Entre o fandom de quadrinhos, há também os casos que ocorre o oposto: que o vilão psicótico é visto como heróico e justo, romantizado e louvado por sua “resistência ao sistema”. Poucos casos são mais notórios que o Coringa, tido por muitos fãs como o verdadeiro herói de Batman: O Cavaleiro das Trevas.

 

MEGATRON: o genocídio como heroísmo e o pacifismo como covardia

 

Os quadrinhos da IDW (que para quem não percebeu ainda, estão entre meus favoritos) trazem outro caso interessante sobre o discurso da violência: o de Megatron e a causa Decepticon. Eu já tratei dele mais a fundo aqui, e desta vez trato apenas da relação do fandom com o arco de redenção de Megatron, e de alguns eventos mais recentes.

 

Como qualquer grande mudança no status quo, a “redenção” de Megatron enfrentou grande resistência por parte da fanbase. Alguns viam-no como irredimível. Outros, tomavam sua renegação da causa Decepticon como traição.

Megatron e as flores representando suas vítimas: valeu apena?
Megatron e as flores representando suas vítimas: valeu apena?

 

Para uma pequena parte dos fãs, os atos dos Decepticons, nascidos como um movimento revolucionário contra a opressão do senado, se justificam por serem reações à opressões como Empurata, Shadowplay, o tratamento de certos cidadãos como “descartáveis” ou como cidadãos de segunda classe e outras formas de desigualdade social. A questão da proporcionalidade e do ciclo de violência, levantada por Bumblebee em Black Planet (Robots in Disguise #27), por sua vez, é vista como apologia à covardia.

 

“Ele desistiu, Megatron. Chega.”

“Ele me partiu ao meio.”

“E em retorno você vai Matá-lo? É assim que seu mundo funciona? Cada golpe pede por uma bala? Cada morte respondida por Dez? Pois olhe para onde isso te levou. Olhe para onde levou a todos nós. Todos aqueles anos atrás, quando sonhou com uma vida fora das minas de Energon – era isso que você queria ser? O tipo de pessoa que prefere matar à não matar?

Ao fim do arco The Dying of the Light, o ex-líder dos Decepticons, após dois anos renunciando a violência, é forçado a retomá-la em circunstâncias drásticas. Sua relutância em usar a violência como ultimo recurso é vista como covardia, e neste caso o debate é feito de forma inteligente: até que ponto a não violência é a opção moral? Ao mesmo tempo, a violência cometida em seu nome é tida como muito pior que a não violência, demonstrada primariamente por dois fatores: seu “monumento” no Necromundo, cercado por um mar de flores representando as vidas tiradas como resultado de seus atos, e Tarn, o monstruoso e psicótico líder da Divisão de Justiça Decepticon.

O assassinato e uso de prisioneiros de guerra como matéria prima: um dos elementos da "gloriosa revolução" louvada por parte dos fãs
O assassinato e uso de prisioneiros de guerra como matéria prima: um dos elementos da “gloriosa revolução” louvada por parte dos fãs

 

Nada disso impediu parte dos fãs – aqueles que vem os ‘cons como os “verdadeiros” heróis da franquia – de verem Megatron como um traidor e um covarde no arco de história escrito por James Roberts. Por motivos distintos: para alguns, a não violência seria covardia por ser a ferramenta dos fracos. Para outros, é covardia por ser submissão aos poderosos. O desejo do revolucionário de reescrever sua história de vida (sem salvação, em suas próprias palavras), ou a imensa perda de vidas (“Mais pessoas do que já viveram” nas palavras de outro personagem) são irrelevantes em nome do poder (para uns) ou da revolução (para outros).

MARCHA IMPERIAL: o culto ao totalitarismo na fanbase de Star wars

 

Outro caso que é interessante é o da Fanbase de Guerra nas Estrelas e seu fascínio interminável pelo Império Galático. Não são poucos os artigos e discussões em defesa do Império – outra alegoria clara para o Terceiro Reich, alegando que os atos de violência cometidos pelo Imperador Palpatine e a supressão de direitos civis no Império eram necessários, corretos, ou não eram tão ruins assim.

Não dá para negar o quão imponente é Vader
Não dá para negar o quão imponente é Vader

 

Parte deste fascínio tem, assim como ocorre com Zeon, uma relação com apelo estético: com suas naves intimidadoras, soldados mascarados e uniformes estilosos, o Império é simplesmente mais legal que a Aliança Rebelde – e Darth Vader é definitivamente mais “legal” que Luke Skywalker.

 

Mas outra parte do apoio ao império tem ligação com discurso político. Onde certas tendências políticas veem um estado totalitário, outras veem o re-estabelecimento da ordem; a truculência e o autoritarismo contra os rebeldes é tido como “males necessários” ou “uma resposta adequada” para subversão e criminalidade.  

Os Stormtroopers e o oficialato imperial: pensados, projetados e até nomeados para remeterem ao 3º Reich
Os Stormtroopers e o oficialato imperial: pensados, projetados e até nomeados para remeterem ao 3º Reich

 

A aliança rebelde, escrita claramente como sendo os heróis de Star Wars, é lida para alguns como sendo pouco mais que terroristas e baderneiros, sabotando os esforços dos verdadeiros heróis, quando os filmes não são lidos como “propaganda” contra os ideais políticos dos fãs do Império.

 

Essa questão ajuda a explicar uma das maiores discrepâncias ideológicas onipresentes na ciberesfera brasileira: o fã de Star Wars apoiador da ditadura militar. Quase sempre fã de Darth Vader, esse tipo de fã não vê incoerência entre sua paixão por uma série que alerta contra os males do totalitarismo e sua adoração de um governo autoritário e brutal por um motivo simples: para ele, nem império nem a ditadura são totalitários.

O Imperium de WH40k: totalitarista, xenófobo, kafkiano e orwelliano - mas totalmente bom para alguns fãs
O Imperium de WH40k: totalitarista, xenófobo, kafkiano e orwelliano – mas totalmente bom para alguns fãs

 

Star Wars não é a única série que convive com isso. Temos os fãs de Star Trek que preferem o Império Terrano à Federação dos Planetas Unidos; Os fãs de Duna que acham que os Harkonnen tinham razão, ou que vem nada além de virtude nos Fremen; os fãs de Warhammer 40k que se recusam a ver que o Imperium é uma distopia… a lista é longa. E nunca para de crescer.

MATARÁS: o clamor pela força como forma de justiça

 

Há uma coisa que une todas essas leituras acima: a ideia de que existam alvos para a violência que mereçam ser vítimas. È fácil pensar que a mentalidade punitiva e violenta é exclusividade da esquerda ou da direita, mas nos dois lados do fandom não falta quem apoie atos de violência – muitas vezes de personagens pensados como vilões – por “serem contra quem merece”.

 

Para uns, a violência é a forma de lidar com aqueles que ameaçam a ordem social vigente. Para outros, é o jeito certo de derrubar o status quo e “fazer justiça”. Há quem veja a noção de não violência, em si, como sendo violência contra os injustiçados: para estes, o uso de violência e sua validade não está ligado ao alvo, mas ao perpetrador. Da mesma maneira, não falta quem acredite que para certos crimes, o linchamento, o assassinato e o justiçamento estão liberados.

 

Em 2015, a série britânica Doctor Who abordou o uso de violência política e de terrorismo como resposta à intolerância na duologia The Zygon Invasion e The Zygon Inversion. Na trama, membros de um movimento radical Zygon (em uma alegoria para imigrantes e extremistas islâmicos) buscavam acesso à uma arma que exterminaria seus “opressores” humanos enquanto a humanidade ameaçava usar outra arma que exterminaria todos os Zygons, não apenas os extremistas. Houve quem se ofendesse com o discurso anti-guerra do episódio – e com a sugestão de que genocídio fosse errado. Ironicamente, reacionários xenófobos e assim ditos progressistas se uniam em repúdio ao episódio – a única discordância? Que lado merecia o genocídio: se os muçulmanos ou os ocidentais Zygons ou Humanos.

*Ato cometido por Namor, usando do discurso de Scott como justificativa.

 

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Mestre em Jornalismo de guerra e conflito pelas universidades de Swansea e Aarhus. Tradutor de literatura indie, colecionador de brinquedos, leitor de quadrinhos e fc que ninguém conhece. Mestre das obscuridades.

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