É o bonde da ocupação (Cidadela Cultural Antarctica)

Bonde da Ocupação

Sim, talvez seja um bonde, pelo menos eu espero que seja. Um bonde com várias manifestações artísticas assumindo a Cidadela Cultural Antarctica. O local, que já é ocupado por associações ligadas ao teatro e artes visuais, além do Museu de Arte de Joinville, já teve sala para exibição de cinema, além de receber outras apresentações culturais de toda a região. Aliás, só a história destas primeiras ocupações já renderiam um outro texto, mas vamos ao factual…

O Instituto de Trânsito e Transporte de Joinville (Ittran), que está instalado em parte da cidadela deve ser transferido para o antigo prédio da Prefeitura (esquina das ruas João Colin e Max Colin), sobrando espaço, então, para novas ocupações. Para estudar possibilidades e refletir sobre o futuro do espaço, um grupo com artistas, agentes culturais e representantes de associações e coletivos se reuniu, novamente, no último sábado (22 de fevereiro), na própria Cidadela.

Ainda não se sabe nem quem vai pagar as contas de luz, por exemplo, quando o Ittran sair do local e, até mesmo por isso, as pessoas presentes na reunião estão interessadas em debater o assunto e criar um projeto para esta possível ocupação. Seja como for, acredito que a melhor maneira de se ocupar o local é criando um grupo coeso, sem esperar grande ajuda do poder público, seja lá qual for a gestão.

E a Fundação Cultural?

Em geral, em reuniões como estas, sempre percebo uma fala triste de alguns participantes em virtude da falta de presença do Rodrigo Coelho (presidente da Fundação Cultural de Joinville), apesar de outros representantes da gestão sempre estarem presentes nestes e em outros encontros do segmento. No entanto, isso pode ser até positivo. São os próprios produtores e agentes culturais que fazem este cenário. O que está no Plano Municipal de Cultura precisa ser cumprido, pois é lei, e pronto. Logo, a falta de presença do também vice-prefeito Rodrigo Coelho demonstra apenas seu aparente desinteresse pelo setor, mas não deve ser um motivo de desânimo para o grupo, ao contrário, deve representar uma possibilidade criar atividades e projetos sem nenhum tipo de poder panóptico.

Ocupação? Sim!

Outra coisa que me chamou atenção neste encontro foi a preocupação de alguns integrantes sobre o termo “ocupação”. Ora essa, ocupação é uma “possessão ou uso de uma propriedade ou terra”. Sim, o termo “ocupação” se aplica muito bem neste caso. Até mesmo porque estamos falando de uma grande área que deixou de ser usada pela Prefeitura em função de forças maiores. Forças maiores, diga-se de passagem, convocadas por um juiz que mora perto do local e não gostava do barulho de eventos culturais que eram realizados na Cidadela.

Coesão

Por fim, teve gente que comentou sobre a necessidade de criar uma nova associação, que abrace as outras associações culturais da cidade, para ter um grupo legalmente estabelecido e responsável pelo local. A ideia parece ser boa, muito melhor do que aparelhar o grupo através de algum tipo de “comissão” da Prefeitura. Entretanto, como comentei na reunião, é necessário que este grupo esteja coeso para que a ocupação seja um sucesso e para isso não é necessário CNPJ. O bonde precisa ser ocupado por várias manifestações artísticas e precisamos divulgar este debate e convidar todos e todas para participarem deste novo projeto. A próxima reunião será dia 8 de março, às 17 horas, também na Cidadela.

A única coisa certa é que existe um espaço que precisa ser ocupado e que existem produções que já podem ser feitas no local, seja de forma simbólica ou concreta mesmo.

Como exemplo, deixo esta reportagem que pode inspirar possíveis ações para as próximas semanas:

Ocupação artística, alternativa à elitização da arte (clique na imagem para ler a matéria)

ocupação_artística_Rafael_Vaz4

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