Dehors
Trajeto Alternativo

Dehors: tensão, caos e contemplação do ruído vertiginoso

O que é o Dehors? Qual o propósito de tal? Por que o ruído? Estas perguntas acima são fundamentalmente desnecessárias, visto que, a parcela de “pistas” que traçariam o conceito de cada obra do projeto(?) não parece necessariamente trazer algo concreto ou que possa apresentar alguma clareza sob o que é ouvido. Mas, aí fica outra questão muito mais importante a respeito disto: qual o motivo para buscar respostas tão objetivas? Simplesmente não há. No primeiro álbum (dehors), por exemplo, todas as faixas estão dispostas em numerais crescentes (1., 2., 3., 4.) e possuem a mesma duração (2 minutos e 36 segundos), além de, apesar de uma gravação de campo aqui e acolá, apresentarem uma rispidez tipicamente punk e timbres sísmicos à la black metal. O black metal é uma forma de punk. No lançamento posterior, The Black Metal Mixtape, já conseguimos notar o anseio pela ruptura. A utilização da ideia de […]

Cinema

La Danza de la Realidad: um encontro de si mesmo na cinebiografia de Jodorowsky

Eu acho fascinante a maneira como o cinema pode servir na exploração do nosso próprio ser, por estímulos audiovisuais nunca imaginados anteriormente. Não pela sua técnica, mas pelo seu conteúdo, sua temática e daquilo que se desperta, através das emoções, em cada um de seus espectadores. Fico extremamente feliz quando um filme tem esse efeito em mim, e vou deixar abaixo uma breve descrição sobre ele, para algum leitor do Metranca se interessar e talvez sinta algo semelhante após vê-lo Alejandro Jodorowsky é um diretor que ficou marcado por uma linguagem única e intensa, buscando (e encontrando) um elo entre o onírico, o poético e o surreal. Desta fusão surgiram obras que mexeram com figuras que vão de David Lynch à John Lennon, que inclui Fando y Lis (1968), El Topo (1970) e A Montanha Sagrada (1973). Entre o que o se torna único nos elementos visuais que ele aborda, costuma ser […]

Trajeto Alternativo

Uma lista com as 14 melhores capas de álbuns de 2016

Sem maiores delongas, o meu objetivo com este post é trazer as imagens, relacionadas a lançamentos musicais, que mexeram comigo de alguma maneira em 2016, um ano extremamente frutífero neste aspecto. Foi usada apenas duas regras para a colocação de cada álbum (além do fato de ter me sentido atraído pela capa): ter ouvido o álbum e ter gostado dele, sem haver necessariamente uma ligação ou semelhança conceitual entre cada qual.   Baptism – The Devil’s Fire O Baptism, da finlândia, soa melódico e ao mesmo tempo bruto, feroz & atmosférico. Pode não ser o melhor álbum de black metal lançado em 2016, mas consegue seguir a cartilha de riffs em tremolo e bateria rápida sem que isso o torne uma mera aglutinação clichê de sons.     BIU & God Pussy – Nervos Nervos é uma solução maximalista para a fusão entre o jazz e o harsh noise. Todos os ruídos […]