Colunas

A roda gira de novo para Os Depira

Banda Os Depira encerra hiato de 18 meses longe dos palcos  com show no Porão da Liga e estreia da nova formação Por Rubens Herbst* Dos primeiros meses deste milênio para cá, o rock joinvilense foi encabeçado por duas ótimas bandas: Reino Fungi e Os Depira, os Beatles e os Rolling Stones locais, respectivamente. Assim como seus ícones referenciais, o quinteto jovem-guardiano disse adeus (mas…), enquanto os rapazes de Pirabeiraba vivem em ciclos, ressurgindo de tempos em tempos com fôlego renovado e uma nova leva de canções para uivar pelos palcos da cidade. Bem, esse momento de fim de hiato é agora, e como não poderia deixar de ser, há novidades. Antes de contar a principal delas, é preciso informar que a banda se apresenta no Porão da Liga nesta quinta-feira (14), às 21 horas, dentro do projeto Quinta Independente. Será o primeiro show desde abril de 2016, ou seja, um ano […]

Artes Visuais

Cortes na pele, feridas na alma

Por Rubens Herbst* Depois do bullying, Vanessa Bencz faz novamente uso dos quadrinhos para discutir outro tema delicado: a automutilação na adolescência Vanessa Bencz ainda carrega as marcas de uma pré-adolescência difícil. Elas estão visíveis no seu braço: os cortes feitos por ela mesma quando tinha 13 anos, uma reação extrema aos seguidos abusos emocionais na escola, às pressões e a timidez. Pois a escritora e jornalista joinvilense não apenas superou os traumas como os transformou em munição para sua obra literária. Mais do que isso, fez deles uma causa a ser discutida por toda a sociedade, especialmente entre os jovens, onde o bullying e a automutilação se propagam como fogo em mato seco e ainda carecem de discussão série e aprofundada. O primeiro tema virou a história em quadrinhos Menina Distraída (2014), que multiplicou o número de palestras que Vanessa dava em escolas desde 2012 e fez dela uma espécie de […]

Colunas

Quando os novos sons vêm bater em Joinville

Por Rubens Herbst* Na superfície da música brasileira, aquela de visibilidade tão dominadora que chega a ser massacrante, chuvas e tempestades fazem girar uma roda anestesiada pela repetição do fácil, mecânico e rasteiro de ideias. Sob esse pântano, longe da grande mídia e dos olhos/ouvidos da massa, há uma realidade onde a brisa é constante e o sol nasce para todos, deixando raiar criatividade em meio a sopros maiores de exposição. Esse lugar – que uns chamam de cena alternativa, outros de underground – quer fazer de Joinville um caminho de passagem, e é pra já. O ano de 2017 tem sido célere quanto a aparições desses nomes da nova e interessante música nacional fora dos eixos nos palcos da cidade. São figuras que refletem essa bolha criativa – do eixo rock às influências tupiniquins e experimentalismo, gentileza e acidez gotejando poesia viril. Estiveram aqui, em julho, a baiana Maglore e a […]