Música de Domingo – Disritmia

Vamos de música mais uma vez… Para quem não conhece o projeto Música de Domingo, pode verificar  https://coletivometranca.com.br/musica-de-domingo-homens/ Se tiver vontade de cantar, mande um vídeo para o Metranca 🙂 Hoje escolhi uma música que amo!!!! Disritmia (Martinho da Vila) que também tem uma linda versão na voz de Zeca Baleiro (vale conferir). Escolhi essa letra, pois sempre pensei: Uê as mulheres também podem chegar de porre lá da boemia!!! Afinal a boemia não é um território unicamente masculino, ou é? Infelizmente ainda escuto: ¨Que vulgar essa menina sozinha no bar!¨, ¨Sozinha no bar?!?! Deve ser puta…¨, ¨Bebendo com amigas, querem pegar alguém…¨, ¨Ela bebe como homem¨… Não, não, não gente… Ela bebe como quem bebe, ela sai com as amigas para se divertir, conversar, namorar, chorar, as vezes, perde o rumo, as vezes segue o prumo. Tanto ela, como ele, quanto nós, quanto eles… Pense nisso!!! DISRITMIA Eu quero me esconder […]

Música de Domingo – “Homens”

Ontem eu fui dormir irritada comigo mesma, outra vez passei por uma situação de machismo, enfim qualquer tipo de preconceito me irrita muito, me tira o chão, o sono, a razão. Antes eu reagia com tapa na cara do infeliz ou copo de bebida que voava na direção do babaca… Mas eu prefiro a arte! Dormi irritada, acordei inspirada!!!   Esse é meu pequeno projeto: Música de Domingo! Que compartilho com [email protected] através do Coletivo Metranca.   Eu amo música, sempre inventei as minhas versões que nunca eram as mais comuns e agora comparto e convido [email protected] para cantar e ficarei mega feliz se as pessoas gravarem vídeos e enviarem para o Metranca com essa versão de “Mulheres” de Toninho Geraes, eternizada na voz de Martinho da Vila, seria lindo uma versão rock!!!   Gosto de outras músicas cantadas por Martinho da Vila e com certeza vou escrever outras versões!   Por […]

Outra vez ela está escrevendo sobre feminismo!!!

Olhe para meus olhos e diga o que você vê? Nada, você não vê nada. Você nunca saberá o que é estar aqui, ponto. Não diga que sabe o que sinto. Não fale que não dói, você nunca foi calado com um tapa. Sem discurso que tudo mudou, que é exagero, que estamos em uma época melhor. Você nunca teve que fugir de alguém no meio da noite. Nunca teve seus peitos tocados por um estranho na rua, nunca foi molestado por quem deveria te proteger, ou teve que pedir para um amigo esperar o ônibus com você porque no dia anterior tentaram te violentar. Você não tem um lugar especial no metrô. Nunca teve que desviar o olhar por medo, medo, medo de apenas olhar. Trabalhar e ganhar menos. Cruzar as pernas ao usar uma saia, lutar para usar uma calça, depois lutar para usar uma saia acima do joelho e […]

Não foi Mentira!

Dia 1º de Abril, até aí nenhuma novidade, dia de ler piadas no facebook. Dia da mentira. Porém, existe um outro fato que deveríamos lembrar, debater, estudar, ler,  esse assunto deveria ser pauta nas escolas, em casa, nas conversas com amigos. Pesquisando encontrei que a data pode ser 31 de março ou 1º de abril, o que importa mesmo é o ano, 1964! Você lembrou de alguma coisa? Espero que sim, caso não, é interessante conversar com seus pais, avós, professores. O importante é coletar muita informação e tentar entender o que aconteceu. Isso será muito importante para poder debater e entender o que significam alguns cartazes que foram levados as ruas nas manifestações de 15 de março de 2015. Procurei na internet conteúdo sobre o tema de 1964 e para minha surpresa encontrei muito menos do que imaginava. Nas redes sociais pouco se escreveu sobre. Muito menos que outras notícias que […]

Calado

Não há espaço ou paisagem que mereça parada É destempero Não me orgulho desse dissabor É cansaço que tenho Dessa parte cálida Agora silêncio Casa desarmada Depósito sem propósito Excedente de vazio, desapego Minhas entranhas dispersas, acima desse vazio vagueiam culpa e solidão Espero que amanhã haja vento Que dissipe tudo isso E não me traga ilusão

Perú e a aventura Machu Picchu

A palavra “esporte” sempre me traz lembranças pouco agradáveis, quem me conhece sabe o quão distante estou de ser uma esportista. Já entrei em acordo com o sedentarismos e vivemos bem. Sempre tive medo que uma bola viesse direto para meu rosto quebrando meu nariz, também tenho medo de altura. Ironicamente mesmo não praticando muitos esportes, quebrei meu braço, meu dedo (quando tentei praticar judô), rompi ligamentos do joelho, enfim, o melhor foi esquecer a pseudo vida de esportista. Atualmente tenho que lidar com esses medos durante minha viagem, o medo virou desafio. Tudo começou em Pucón (Chile – https://coletivometranca.com.br/uma-visita-a-pucon-chile/) quando fui esquiar. OK, não exatamente esquiar, uma tentativa, não bem sucedida, mas tentei. Penso que foi ótimo, abandonar a situação de conforto. É muito mais fácil me conformar com o fato de que sou um fracasso para esportes e não tentar fazer nada. Durante minha estadia no Perú não seria diferente, […]

Palíndromo

As cortinas tem uma luz afável Sina da distração em cor Desconheço o sabor, mas gosto do olhar É mais primavera na tua presença furtiva Digo bobagens e ponho a mão na testa o sorriso tem companhia Tudo é tão sereno, mas de quem estou falando mesmo? Ah é de você, meus dias de paz A alma respira num ritmo a produzir sorrisos soltos disfarço, necessitas desse não saber, o importante é sorrir ao pulsar de tua paz flor de anis.  

Depois aspirina

Cerro os olhos, mas isso não é solução. As cinzas caem paralisando no ar e meus olhos não se interessam por isso. Sempre quis ter uma tartaruga, mas penso que ela ficaria tempo demais com as histórias inacabadas da minha vida, seria uma espectadora muda sem saber o que fazer com essa coleção estúpida que tenho. Não seria justo a pequena enrugada ser responsável por isso. Ela teria outros donos, outros muitos, talvez mais algum e quem sabe eu virasse… Fumaça!!! Fumaça pra caralho!!! E o tapete queimado… Ao menos foi do outro lado, agora tenho uma singularidade na sala. Necessito sumir, geralmente vou me liquefazendo até chegar no chão e sentar, deitar não, sentar e ocupar o menor espaço possível. Muitas vezes no apartamento fico num canto entre a cama, o guarda roupa e a janela. No trabalho sento no chão do banheiro na frente da pia. No banho sento no […]

Outros Pés

Nada mais precisa de sua atenção. Saber e não dizer não faz diferença, os dinossauros que moram no meu estômago já expulsaram as borboletas. De imaginativo meu mundo se torna real a cada parte inusitada que desbravo nessa viagem solidão. Queria ser poeta, mas na verdade nada importa nesse momento de três décadas que tenho, se você gosta ou não dos meus sapatos, o importante é como posso chutar seu traseiro com eles. Já pensei em ser astronauta, só porque tinha um caderno com um flutuando na capa. Quis ser médica porque sempre gostei do cheiro de branco que há nos hospitais. Esse branco quase insuportável que enche os pulmões quando os olhos não tem mais nada. Tive uma fase artística que levei bravamente entre os dedos dos pés até os 23. Tive doses de tequila, miopia e dor de barriga. Dor no coração (essa não passa, nem transborda) Enrolada são minhas […]

Furtivo

Em algum momento é necessário mais viver… Os paralelepipedos ficavam agarrados a seus pés. Comprou balões de gás, comprou um pacote de chicletes. Amarrou os balões nos braços para balancear a difícil tarefa de locomoção. Os chicletes eram para caso de improvisação. Existiam ideias que saíam de sua boca, algumas enrolavam na língua, ela não voava nem estagnava. Pedra no pé Balão no braço De laço em laço suas ideias se entranhavam pelo corpo, como planta, parasitavam desda pedra até o balão, se embrenhavam entre os fios até o dedão, um enlace, embaraço de frases que sem direção entravam e saíam do seu corpo. Ideias produzidas em comum acordo com o coração, flutuavam furtivas sem abrigo, para se esconder da multidão voltavam vez ou outra para dentro do nariz. Suas frases vez ou outra apertavam o coração se alojavam comprimindo o pulmão. Seus cabelos uma rebelião, seu vestido aconchego de borboletas, seu […]

Perú: Puno, Isla Uros y Isla Taquile

Depois de minha aventura por terras e lagos bolivianos eis o momento de partir… Partir para mais uma aventura: Perú. Na verdade eu havia comprado uns pacotes turísticos surreais (assim como minha falta de planejamento), para fazer passeios que levam quatro dias em dois. Dica: evite esses pacotes malucos para visitar 546899652 lugares em poucas horas, melhor ir ao seu tempo, visitar tudo com calma. Conforme escrevi no texto anterior (https://coletivometranca.com.br/la-paz-lago-titicaca-y-isla-del-sol/) Fiz novos amigos durante meu café da manhã na Isla del Sol (Bolívia). Meus novos amigos ficaram na cidade de Copacabana para uma festa local (na Bolívia também existe Copacabana). Eu havia comprado uma passagem para Puno (Perú). Mas para minha surpresa um dos meus amigos apareceu no ônibus alguns segundos antes da partida com a frase: – Resolvi viajar com você para Puno, tudo bem? Eu meio sem saber o que fazer e acostumada a viajar sozinha falei (ogramente sincera): […]

Tédio

Há uma confirmação entre todos os papeis que recebi hoje pela manhã. Há uma nova caneca para o café, mas penso que o mais importante é o fato de trabalhar aqui há anos e ninguém ter notado que eu não tomo café. Minha invisibilidade diagnosticada por uma caneca, minha falta de comunicação à merce do café. Será um convite? Passei os últimos anos decidido a descobrir minha utilidade, estou frustado. Não encontro algo importante em mim além das contas para pagar. As atividades diárias são quase mortais, se tédio matasse já teria desencarnado mais vezes que nascera. Alguns poucos livros me animam a viver, espero que os bons escritores não morram, não acredito em bons novos escritores como minha mãe. Todos os dias tento olhar menos para o espelho, talvez por isso tenha deixado a barba crescer um pouco. Talvez por isso agora pensem que eu tomo café. Como nunca notaram que […]

Estão dizendo que essa moça é feminista…

Estou refletindo faz muito tempo e esperando o tempo, as pessoas e as situações me provarem que estou equivocada, no entanto, até o presente momento isso não aconteceu. Sou uma pessoa difícil, eu sei, tenho infinitos defeitos, porém, uma coisa que admito é mudar de opinião, considero os fatos, as experiências e as opiniões das pessoas que sempre povoam meus pensamentos. Depois de uma reflexão porque não entender outro ponto de vista, enxergar algo de uma forma diferente? OK, caso isso aconteça posso daqui um tempo escrever sobre uma nova forma de sentir e entender as situações relatadas abaixo. Vamos lá Muitas vezes sou surpreendida pela frase: “você não parece brasileira”. Mas no contexto que vou relatar, as pessoas não estão se referindo a minha aparência física (nesse quesito tenho o perfil da mulher latina). Claro que quando as pessoas conhecem um brasileiro loiro de olhos azuis também projetam essa frase, então eu que […]