As Olimpíadas acabaram, mas o esporte não

O torcedor brasileiro e a sua crise de identidade

Depois de um “recesso olímpico”, aqui estou para um breve apanhado do que rolou nas Olimpíadas e fora dela nos últimos dias do mundo esportivo.

Não nos menosprezemos! Com essa frase, iniciei uma publicação nas redes sociais pouco antes do cerimonial de encerramento das Olimpíadas Rio-2016. Isso porque a delegação olímpica brasileira conseguiu sua melhor colocação na história da competição, mas muitos só lembram que demorou para sair a primeira medalha e que nós não temos um Bolt, um Phelps ou uma Biles, mesmo que tenhamos um Thiago Braz, que apesar de tudo, continua mais conhecido como “o cara da vara”; Isso porque muitos dizem preferir Marta à Neymar, mas só lembram que futebol feminino existe a cada quatro anos; Isso porque o mesmo ocorre com vários outros esportes, que passam três anos no limbo, mas em época de Olimpíadas muitos não entendem como é que Estados Unidos, Grã-Bretanha e China podem conseguir tantas medalhas e nós não… Dentre tantas lições deixadas pelas Olimpíadas Rio-2016, acredito que esta seja a maior delas: Mais do que mudanças no esporte, o que precisamos é de mudanças em nossa mentalidade. E isto vai do momento de ir às urnas votar até o momento de sentar à frente da TV para criticar quem, com tanto esforço, chegou à uma disputa olímpica. O que não dá para entender, é um país que não aceita empatar em 0x0 com o Iraque no futebol, mas aceita votar em candidatos que já foram condenados por corrupção. Não nos menosprezemos!!!

Dois dias! Esse foi o tempo que durou a alegria do torcedor brasileiro com a seleção brasileira de futebol. A tão esperada primeira convocação de Tite à frente da seleção brasileira, acabou decepcionando gregos e troianos. Mas, por outro lado, agradou chineses e ucranianos. O motivo? Uma lista recheada de surpresas vindas do futebol chinês, russo e ucraniano, onde a qualidade técnica não é das mais aprimoradas. Outro fato em comum, é que boa parte das “surpresas” são jogadores que já trabalharam com Tite, o que, convenhamos, é normal em se tratando de uma primeira convocação: O treinador chama, primeiramente, seus “homens de confiança”, para num segundo momento, aí sim podendo contar com jogadores como Thiago Silva e Douglas Costa, suprir as carências apresentadas nos primeiros jogos.  Claro que assim como boa parte dos brasileiros, não concordo com alguns nomes convocados, tampouco com as ausências de Luan e Lucas Moura, por exemplo. Mas, como já comentei por aqui: Quando Dunga convocava uma seleção muito diferente da minha predileção, eu imaginava que o errado era ele. Agora, quando Tite convoca uma seleção muito diferente da minha predileção, eu sei que o errado sou eu. E recomendo este exercício à todos. Que guardemos nossas cornetas para depois do resultado em campo.

TaiSonhando? Em Maio de 2009, o empolgado jornalista esportivo Wianey Carlet, escreveu em sua coluna no Jornal Zero Hora, um texto com a seguinte temática: “Taison ou Messi, o futuro dirá quem foi melhor”. O texto, que foi do escracho ao esquecimento nestes sete anos que se passaram (assim como o Taison), volta à tona agora, com a surpreendente a convocação do jogador à seleção brasileira. Já até imagino a próxima manchete do referido jornalista: Taison ou Messi, Tite deu ao futuro a chance de corrigir um erro histórico!

Eu avisei… Dois textos atrás, nesta mesma coluna, escrevi um tópico comentando o erro que, ao meu ver, cometera o Figueirense ao demitir o então treinador Vinícius Eutrópio para recontratar Argel Fucks. Depois de oito jogos e apenas uma vitória, Argel pediu demissão. Um aproveitamento de apenas 29%, contra 51% de seu antecessor. Agora, eu indago: Se até eu, mero espectador e escritor de final de semana, conseguia perceber que tal contratação era fadada ao fracasso, por que os dirigentes alvi-negros não percebiam? Será que é tão difícil assim gerir o futebol, ou será que esta atividade vem sendo exercida pelas pessoas erradas? A série B se aproxima do Scarpelli…

Por falar em Série B…  O returno da competição não começou muito bem para dois dos três catarinenses na competição. O Avaí foi goleado em casa pelo Bahia, por 3×0, resultado que culminou na demissão do treinador Silas. Enquanto o Joinville, também em casa, ficou só no empate em 1×1 diante do Luverdense e segue na vice-lanterna. Já o Criciúma, venceu o Náutico fora de casa por 1×0 e se aproximou do G4. O JEC precisa de recuperação imediata na competição. O problema é que o próximo jogo é justamente contra o Criciúma, no sul do estado. Será que o Coelho vai ter forças para derrotar o Tigre? Quem viver verá…

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Fala português, inglês, francês, italiano, espanhol e alemão. Quando adolescente, estudou em um internato na Suíça. De volta ao Brasil, conseguiu entrar no disputado instituto Rio Branco, para se tornar diplomata, mas ali percebeu que tinha mais talento para a carreira artística. Além de escritor, artista plástico, diretor teatral, ator e músico, é também humorista. Esse é Jô Soares. Eu sou apenas um bacharel em Direito recém-formado, com interesse em futebol, sociologia e política.

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