Antes de Game of Trones, havia 三國演義 – os três reinos

Lu Bu, como retratado em Dynasty Warriors: o traidor supremo
Romance dos Três Reinos Juramento
Sob o jardim de pessegueiros, Liu Bei, Guan Yu e Zhang Fei juram irmandade.

O épico de fantasia de George R.R. Martin parece ter virada um sinônimo de drama político medieval. Mesmo desprovido de qualquer caráter histórico e sendo situado em um mundo fantástico, seus livros e a série que inspiraram viraram o nome padrão para falar de romances  focados nos traiçoeiros meios da guerra. Mas muito antes do escritor de Nova Jersey nascer, outra obra explorava com igual fervor os dramas, as traições e a perda de vidas em nome do poder. Pouco conhecida no ocidente, 三國演義 (SanGuoYanyi, ou O Romance dos Três Reinos) explorava o jogo de interesses em um dos períodos mais conturbados da história chinesa.

Atribuído ao dramaturgo Luo Guanzhong (1330-1400 d.c.) e baseado no vasto trabalho de pesquisa histórica de Chen Shou (233-279 d.c), o épico de 800 mil palavras trata da queda da dinastia Han oriental (a segunda dinastia imperial chinesa, governando a china de 206 a.c a 220 d.c.) e da disputa de poder em meio ao colapso da era de ouro da China. Com centenas de personagens, a obra foca em três grupos específicos: os reinos de Cao Wei, regido pelo último chanceler da dinastia Han, Cao CaoShu Han, fundado por Liu Bei, primo distante do imperador Shao; e Sun Wu, fundado pelo tataraneto de Sun TzuSun Quan, unificando os territórios conquistados por seu irmão Sun Ce.

Considerado um dos quatro grandes épicos da literatura chinesa, o Romance faria inveja na obra de Martin: traições, assassinatos, ardis estratégicos, perdas fúteis de vidas, alianças escusas e conspirações abundam em meio ao século de história coberta por Guanzhong, indo de pouco antes da rebelião dos Turbantes Amarelos (181-205),  que prenunciou o fim da dinastia Han até a unificação da China sob a dinastia Jin em 265 d.c. O período é considerado o mais sangrento da história chinesa, e a segunda pior guerra da história da humanidade; estima-se que entre 35 e 40 milhões de pessoas tenham morrido durante os 96 anos do período dos Três Reinos.  Alianças são temporárias, pessoas perdem suas vidas na ponta de lança e sacrifícios são feitos em nome do poder.

Romance dos Três Reinos Dong Zhuo
Dong Zhuo: a corrupção em pessoa.

Tomando algumas liberdades com a história (introduzindo feitiçaria, fantasmas e elementos sobrenaturais que refletiam as crenças da época) e exagerando um bocado em vários pontos, Guanzhong apresenta um elenco de figuras carismáticas, sem vilões claros – embora o texto claramente favoreça Shu. Figuras como o idealista Liu Bei e seus irmãos de juramentoo beberrão Zhang Fei e o imponente Guan Yu (posteriormente adorado como uma divindade), o o genial estrategista Zhuge Liang, inventor de coisas como a mina terrestre, o carrinho de mão e a besta de repetição (isso são fatos históricos) e o dedicado general Zhao Yun.  Como o ardiloso e traiçoeiro estrategista Sima Yi (que fingiu estar morrendo para governar a China através de seus filhos), o segundo imperador de Wei Cao Pei (que manda sua esposa cometer suicídio para nomear outra como imperatriz, e mata seus irmãos para não ter concorrentes ao trono), ou o dedicado guarda costas Dian Wei – cuja morte talvez seja o momento mais impressionante de badassery da história da literatura.

Mas poucos personagens são mais marcantes e mais imorais que duas figuras do começo da obra, o primeiro ministro Dong Zhuo ( desconhecido – 192 dc. do qual dizia-se – quando ele ainda era primeiro ministro! – que ele mandava seus guardas recolherem crianças de rua para que lhe fossem servidas no jantar) e seu filho adotivo, o general, poeta e artista Lu Bu. Dong Zhuo é um monstro completo; um ditador egoísta e mesquinho, mantendo controle sobre a China ao manter o jovem imperador como refém. Seu filho adotivo, por sua vez, é uma máquina de traições: mata seu pai adotivo Ding Yuan em troca de um cavalo e jóias, é adotado por Dong Zhuo e o mata em um complô instigado por Wang Yun, serve como mercenário para pequenos lordes locais (traindo-os na primeira oportunidade…) antes de firmar uma breve aliança com Liu Bei… e tomar dele a província de Xu. Capturado por Cao Cao em 199, ele foi executado por um motivo simples: Cao Cao tinha a certeza absoluta que se deixasse Lu Bu viver, ele continuaria a viver esfaqueando seus aliados nas costas.

Tão amada na China quanto as obras de Shakespeare o são na Inglaterra, era inevitável que O Romance dos Três Reinos tivesse adaptações abundantes. As mais facilmente acessíveis para audiências brasileiras são o drama histórico de John WooChi Bi, de 2008 – lançado aqui como A Batalha dos Três Reinos – e a série de jogos Dynasty Warriors. O filme de Woo adapta apenas uma pequena parte do livro, a batalha dos penhascos vermelhos (208-209), alterando alguns detalhes para deixar o filme mais “coeso”. Em 1994, a CCTV, canal de TV público chinês, adaptou a obra inteira na forma de uma série de TV com 84 episódios. Com mais de 400,000 mil pessoas na equipe, entre atores, extras e staff, a série é até hoje adaptação mais completa do livro. Outro filme sobre o período é The Assassins, de 2012, estrelando Chow Yun Fat.

Algumas outras adaptações se destacam, no entanto.

Nos mangás e animes: Mitsuteru Yokoyama Sangokushi, a adaptação mais ou menos fiel dos três reinos, e outras histórias

Sangokushi Romance dos Três Reinos
Sangokushi: uma adaptação completa

Extremamente popular no Japão (em parte devido ao quanto que o país bebeu da cultura chinesa), o Romance dos Três Reinos foi alvo de uma longa adaptação por Mitsuteru Yokoyama (autor de Robô GiganteTetsujin 28-go). Com sessenta volumes publicados entre 1971 e 1985, o Sangokushi de Yokoyama é uma releitura relativamente fiel do livro, com algumas alterações resultantes de usar a tradução reeditada de Eiji Yoshikawa como referência. Cobrindo até o colapso de Shu Han, o mangá épico de Yokoyama foi publicado na Kibö no Tomo, e foi levado à TV japonesa em 1991 – ano em que Yokoyama foi premiado pelo título – com 47 episódios, cobrindo até a batalha dos penhascos vermelhos.

A adaptação de Yokoyama serviu de base para outros quadrinhos sobre o período, particularmente Tenchi wo Kurau, de Hiroshi Motomiya, publicado na Weekly Shonen Jump! entre 1983 e 1984. Onde a obra de Yokoyama é mais histórica, a de Motomiya é mais fantástica, com elementos como gigantes, deuses e feiticeiros. Tenchi wo Kurau foi adaptado para videogames na forma de dois RPGs (dos quais o primeiro, Destiny of an Emperor, foi lançado nos EUA) e dois beat’em ups pela CapcomDynasty War Warriors of Fate. 

Romance dos Três Reinos Souten Couro Cao Cao
Souten Kouro: a história por outro ponto de vista. Em cena, um jovem Cao Cao tira sua primeira vida.

Em 1994, King Gonta e Hagin Yi deram início a outra adaptação da história, Souten Kouro, na revista Weekly Morning. Onde as duas anteriores seguiam o mesmo foco do livro, tratando Liu Bei como seu protagonista em grande parte, Souten Kouro invertia a perspectiva: aqui, Cao Cao e o reino de Wu Wei tinham o papel principal, enquanto Shu Han assumia o papel antagônico, sem, no entanto, ser demonizado. Com 36 volumes e 409 capítulos, o mangá usa como base não o livro de Guanzhong, mas o registro histórico de Chen Shou – e o usa para uma análise intricada dos costumes e tradições da China na era Han, do conceito de “herói” e a moral na política. Após a morte de Hagin Yi em 1998, em decorrência de câncer, Gonta deu continuidade à obra até 2005. Em 2009, Souten Kouro foi adaptado pela Madhouse como uma série de 26 episódios – que ao estilo do estúdio, dá um toque exagerado à várias cenas – ou melhor, um balde de exagero.

Romance dos Três Reinos - LORD-
LORD: da China para o Japão

O renomado Buronson (do seminal Hokuto no Ken) fez uma parceria com Ryochi Ikegami (com quem já havia trabalhado três vezes antes) em 2005 para uma curiosa releitura do Romance dos Três Reinos: O Extraordinário Registro dos Três Reinos -LORD-Gerando a ilusão de uma obra histórica, a dupla desloca a história da China para o território de Nakoku (onde hoje fica a cidade de Fukuoka), recontando os eventos do livro no Japão feudal, em uma versão alternativa dos eventos. Com 22 volumes, a trama foi publicada na revista Big Comic Superior até 2011.

Nem todas as adaptações japonesas foram tão respeitosas com a história, no entanto. Um tipo específico de adaptação oh tão japonesa segue mais abaixo – mas um exemplo de obra que pouco se importa com sua fidelidade ao material é Koutetsu Sangokushi, de Satoshi Saga Natsuko Takahashi.  Com 26 episódios pela Picture Magic, o anime de 2007 centra-se no general Lu Xun – aqui retratado como o herdeiro de um braço mágico que se envolve na guerra entre os três reinos após ser recrutado por Sun Ce (que faleceu em 200 d.c. – quando Lu Xun tinha 17 anos).  Onde as anteriores (mesmo Tenchi wo Kurau) são dramas históricos, Koutetsu é anime genérico – fracassando por isso, e por ser o equivalente em termos de fidelidade a uma obra sobre a Guerra dos 100 Anos alegando que essa era a respeito de armaduras mágicas para caçar demônios.

Dynasty Warriors: os três reinos e a regra do legal

Vejam bem, o que faz Sangokushi fracassar como adaptação não é a introdução de elementos fantásticos, mas seu total descaso com o material de origem. Nos videogames, a Omega Force, subsidiária da Koei Tecmo, é responsável por uma das mais rentáveis e ao mesmo tempo mal vistas adaptações do Romance dos Três Reinos: Shin Sangoku Musou, ou Dynasty Warriors. Com versões novas ano após ano, a série de Beat’em ups usa da narrativa do livro para por os jogadores na pele de um general capaz de surrar centenas de soldados sozinho; Alguns personagens usam armas apropriadas para o período histórico, outros anacronismos saídos direto do livro, e alguns… digamos que alguns usam coisas que não existem hoje.

Wei Dynasty Warriors 8 Romance dos Três Reinos
Uma pequena parte do elenco interminável de Dynasty Warriors

Dynasty Warriors reduz os personagens aos elementos essenciais de sua caracterização. Mas ao mesmo tempo, mantém se fiel aos eventos (salvo onde permite que os jogadores os alterem) e apresenta uma versão exagerada e “turbinada” dos eventos históricos. Ao invés de mudar tudo para fazer o “seu” personagem principal ser o centro de tudo, como faz Koutetsu, Dynasty Warriors simplesmente repete a história à sua própria maneira. Não é de forma alguma um jogo histórico – mas não descaracteriza a obra, e compensa suas mudanças artísticas com uma enciclopédia bem completa sobre o período. É uma fantasia histórica, feita para divertir.

Seus spin-offs Musou OrochiDynasty Warriors Strikeforce, no entanto, abandonam qualquer pretensão de ser uma fantasia histórica: o primeiro junta os personagens de Dynasty Warriors com os de seu spin-off Samurai Warriors, sobre a guerra de unificação japonesa (século XVI) e figuras do folclore chinês e japonês. O segundo ignora qualquer narrativa coesa para criar um jogo de ação pura com multiplayer ao estilo de Monster Hunter, com direito a personagens voando e super transformações. Se Dynasty Warriors fosse um filme de artes marciais, Strikeforce é o Wushia voador em seu extremo.

Sangokushi: a história em forma de jogo

É claro que, para quem não gosta do exagero de Dynasty Warriors, ou prefere um jogo mais estratégico, há outra opção para se jogar Sanguoyanyi.  Também pela Koei, a série de jogos de estratégia e RPG Sangokushi – ou Romance of the Three Kingdoms – oferece um olhar mais sóbrio a respeito do período. Comandando uma das nações em uma China fragmentada, seu objetivo é assegurar sua supremacia – a qualquer custo. Alguns títulos da série permitem jogar como um único personagem, vivendo sua vida em meio à China em guerra. Seria você um grande general? Um estrategista? Um espião? Um fazendeiro?  Renomada por sua fidelidade histórica e a complexidade de sua jogabilidade, a série também contou com seus spin-offs (à começar pelo supracitado Dynasty Warriors). Bandit Kings of Ancient China adaptou outro clássico chinês, A Margem d’água, enquanto Nobunaga’s Ambition levou a jogabilidade para o Japão feudal.

As agruras do tempo: o período dos três reinos por outro ponto de vista

Ravages of Time Romance dos Três Reinos
Ravages of Time: duro, pesado. tomando certas liberdades com personagens

Em 2001, outra releitura do Romance começou em Hong Kong. Escrita e ilustrada por Chan Mou (que já havia sido premiado em 1996 por outra obra sobre o período, InumanoAs agruras do tempo (火鳳燎原) reconta o período pelos olhos de um jovem Sima Yi e do assassino Liaoyuan Huo. O manhuá com – até o momento – 49 volumes toma certas liberdades com os personagens e com as causas, mas não com a conclusão dos eventos. Personalidades e motivações diferem das vistas em outras obras: onde Yi é tradicionalmente visto como um estrategista ardiloso e genial (porém superconfiante) aqui ele é um líder que relutantemente envolve seu bando mercenário, os Guerreiros Aleijados, na guerra entre os três reinos. Ao longo dos anos, o grupo mercenário é indiretamente responsável pelos grandes eventos do período – levando à queda de Dong Zhuou, a ascensão de Cao Cao e outros eventos cruciais – muitos dos quais Sima Yi não estava envolvido.

Ikki Tousen, Ryofuko-chan, Koihime… “Mas e se fanservice”. 

Ikki Tousen - Romance dos Três Reinos
Além de ser a reincarnação de Sun Ce, ela contrabandeia melões. Acho.

Há um certo tipo de adaptação do Romance dos Três Reinos que é quintessencialmente japonesa. Resultando do enorme mercado de obras “ecchi” para otakus no Japão, há uma estranha abundância de obras que podem ser resumidas em “Mas e se Sangokushi tivesse gostosas”. Invertendo o sexo de boa personagens do livro e usando de conteúdo erótico em abundância, essa tendência começou a se destacar em 2000 com a obra que talvez a defina melhor: Ikki Tousen, de Yuji Shiozaki (autor de Battle Club, de 2004, outra obra cheia de fanservice).

Situada no Japão moderno, Ikki Tousen foca na rivalidade entre sete escolas em Tóquio e nas lutas entre as reencarnações dos lendários guerreiros do período dos Três Reinos. Sem saber nada sobre seu passado ou o porquê das lutas, Sonsaku Hakufu (Sun Ce) só se importa com uma coisa: lutar. A trama é primariamente uma desculpa para mostrar cenas de ação, peitos e calcinhas, reduzindo a obra histórica à uma desculpa esfarrapada. Com 24 volumes e quatro séries de Televisão, Ikki Tousen teve um sucesso enorme – que levou à outras obras do tipo…

Koihime Musou - Romance dos Três Reinos
Koihime Musou: “e se ao invés desses caras, tivéssemos um harém?”

Como Koihime Musou, de 2007, um eroge (jogo pornô) sobre um estudante japonês, Kazuto Hongo, que é transportado para a China antiga enquanto persegue um ladrão. Mais especificamente, para uma versão da China antiga onde os generais da antiguidade eram as (lindas) generais. A narrativa literária serve como pano de fundo para a narrativa padrão de visual novels: tentar ficar com todas as garotas. Koihime Musou foi adaptado para a televisão (eliminando a pornografia) entre 2008 e 2010, com um total de 36 episódios e três especiais – que retiraram completamente Hongo da história.

Ryofuko-chan Romance dos Três Reinos
A única coisa boa a se dizer sobre isso é: Lu Bu como uma menininha ficou adorável.

O exemplar mais bizarro dessa tendência, no entanto, é Yawaraka Sangokushi Tsukisase!! Ryofuko-chan, de Jiro Suzuki. Na comédia, Lu Bu e seu estrategista Chen Gong vão parar no Japão moderno – no corpo de meninas de 8 anos. Com um tipo de humor aceitável apenas no Japão (uma das tramas envolve alienígenas capturando Lu Bu em busca do seu desaparecido… pênis) e uma abundância de piadas sexuais sobre o calvário dos dois generais chineses presos no corpo de crianças (e uma sobre Chen Gong se aproveitando dessa estranha situação para espionar uma professora), Ryofuko-chan foi levado ao vídeo em 2007, com quatro episódios.

SD Gundam Sangokuden Brave Battle Warriors: “Mas e se Gundam”

Ryofuko-chan pode ser o auge da bizarrice tão japonesa (e pervertida) das adaptações do Romance dos Três Reinos, mas não é a única forma totalmente bizarra que os japoneses adaptaram a obra. Lançada em 2007 pela Bandai e a Sunrise em 2007, BB Senshi Gundam Sangokuden junta a mega franquia Gundam com o romance histórico chinês, com resultados.. estranhos. Parte da menosprezada sublinha SD de Gundam (Super Deformed), a ideia bizarra parece ter sido o maior sucesso em SD desde SD Musha Gundam, em 1987 – e foi criada como celebração dos 20 anos da linha.

Sd Gundam Sangokuden - Romance dos Três Reinos
Os três irmãos de juramento, em forma de Gundams.

Seguindo mais ou menos o andamento do livro, Sangokuden segue a jornada de Ryubi Gundam (Liu Bei/RX-78-2 Gundam),  um  jovem guerreiro que se junta às forças de resistência contra o ditador Toutaku Zaku (Dong Zhuou), sua ascensão como líder da nação de Shou e os eventos levando à sua guerra contra Sousou Gundam (Cao Cao/Gundam Double X) de GigaSonken Gundam (Sun Quan/GP-03 Dendrobium “Stamen”) de Gou. Embora troque todos os personagens por robôs achatados e cabeçudos, mude o nome de todas as facções e insira mais elementos sobrenaturais do que a soma de todas as obras acima, Sangokuden de alguma maneira consegue manter-se fiel aos eventos do livro.

Isso ao menos até Chi Bi, onde os três OVAs de 2007, 2008 e 2009 param. Em 2010, uma série para TV, com 52 episódios encerrou a história, seguindo a formação dos três reinos não com os eventos do livro, mas com a batalha entre os três regentes (ou três guerreiros lendários) contra as formas de Enjutsu Zssa (Yuan Shu/Zssa). Feita para vender model kits, SD Gundam Sangokuden consegue ser estranhamente respeitosa com seu material de origem… ao mesmo tempo em que transforma seus personagens em versões estilizadas de robôs gigantes.

Em seus seis séculos de existência, O Romance dos Três Reinos deu o que mostrar. Infelizmente, não existe uma edição em português brasileiro do livro – e dificilmente sairá uma, dada a relativa obscuridade do título no ocidente. Ainda assim, não faltam maneiras de se conhecer as manobras ardilosas dos generais, regentes e estrategistas da China antiga – cujas reviravoltas, violência e surpresas não devem em nada quando comparadas à obras contemporâneas.

Só por favor, não escolham conhecer O Romance dos Três Reinos através das obras cheias de fanservice que só poderiam ter saído do Japão. Fazendo isso, você perde o encanto da obra de Guanzhong, em troca de erotismo barato.

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Mestre em Jornalismo de guerra e conflito pelas universidades de Swansea e Aarhus. Tradutor de literatura indie, colecionador de brinquedos, leitor de quadrinhos e fc que ninguém conhece. Mestre das obscuridades.

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