Artes Visuais

Clã do Subúrbio está gravando novo disco.

Por Grazi Tillmann Desde 2015 o Clã do Subúrbio está trabalhando no seu novo cd, Tóxico Ao Sistema. Com previsão de lançamento para maio, a versão física do álbum trará 16 faixas; no qual 12 delas já estão finalizadas. O novo som é produzido pelo Estúdio 2K. O nome Tóxico Ao Sistema surgiu com influência de um incêndio químico ocorrido na cidade em 2013, causando 3 dias de desespero por conta da fumaça que encobriu o céu de vários bairros na região. As músicas trazem letras de posição forte ao que pensam da sociedade: “a gente tentou abordar bastante coisa, como a crítica ao governo, contra o sistema”, fala Malévigo, integrante do grupo. Os 5 integrantes, Malévigo, Dézão, Orbital, DJ Stat e MC M estão juntos desde 2012 e também tem um estúdio, o Calabouço Produções, onde produzem beats e algumas músicas próprias e de outros rappers da ilha. Eles costumam se […]

Colunas

Fãs, discursos e radicalismos

Fandoms tem um problema grave de fanatismo e intolerância, junto com um apego doentio à versões de sua obra amada que não conferem com a realidade da mesma. Isso é uma questão antiga que parece ser tão antiga quanto a própria existência de fandoms. Os extremos dos discursos digitais sobre quadrinhos, literatura e cinema são um caso interessante. De um lado, temos uma brigada conservadora que espuma pela boca caso haja um único personagem não hetero-branco-cristão em suas revistas e insiste em reescrever a história dos personagens para confirmar suas posições (vide dizer que Steve Rogers sempre foi conservador). No extremo oposto, visto primariamente em redes sociais “alternativas” como Tumblr e Archive of our own, temos uma brigada “progressista” que espuma pela boca alegando homofobia sempre que seus headcanons sobre o herói X ser gay/bi/ace/trans não se concretizam.   Os dois lados demonstram simultaneamente um interesse patológico E uma total falta de […]

Baú de Brinquedos

Baú de Brinquedos: A oportunidade perdida de Exosquad

O ano é 2119. A Comunidade Humana se espalhou pelo sistema solar, colonizando os planetas de Marte e Venus. Longe dos planetas natais, orbitando o Cinturão de Asteróides e os planetas Exteriores, vastos clãs de piratas ameaçam a estabilidade do sistema. Das cinzas da guerra, outra ameaça surge. Criados como mão de obra barata e soldados descartáveis durante a expansão da esfera humana, uma nova raça se insurge: Os Neo-sapiens, dando início a uma segunda guerra entre os humanos e suas criações. Neste novo campo de batalha, a arma mais comum é o E-Frame, gigantescos exo-esqueletos blindados desenvolvidos a partir do maquinário usado na Terraformação. Estas são as histórias do Esquadrão Able durante a segunda Revolta Neosapien.   O parágrafo acima resume mal e porcamente uma das mais interessantes obras da animação “publicitária” dos EUA: Exosquad, uma produção da Universal Cartoon Studios em parceria com a Playmates Toys. Em 1993, a indústria de […]

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Por Enquanto – Entrevista com Vanessa Bencz e Yasmin Moraes

Fizemos uma entrevista ping-pong (pergunta e resposta) com Vanessa Bencz e Yasmin Moraes, idealizadoras do livro Por Enquanto, que está no site Catarse para financiamento coletivo.  A história em quadrinhos fala depressão, suicídio e automutilação, como forma de potencializar o debate em torno do tema. Quem quiser colaborar pode entrar no link e participar.  Confiram a entrevista: Yasmin Moraes 1) Yasmin, há quanto tempo você trabalha com ilustração e quais as maiores dificuldades que tem encontrado neste serviço? Yasmin: Trabalho com ilustração desde 2014. Comecei com um projeto independente chamado “Com amor, yasmin” onde eu ilustrava as poesias e haikais que eu escrevia. Uma das maiores dificuldades que consigo notar é colocar no papel tudo que queremos dizer sem dizer nada. Na maioria das vezes requer muitos rabiscos antes de chegarmos em um resultado final, então tem que ter muita persistência. 2) Em relação ao projeto com a Vanessa, qual a expectativa […]

Baú de Brinquedos

O medo dos robôs e o medo de uma revolução

No clássico cinematográfico Blade Runner, adaptado do livro Androids Dream with Electric Sheep, de Phillip K. Dick, um pequeno grupo de replicantes liderados por Roy Batty se revolta contra seus criadores em busca de seu direito à vida. Em Ghost in the Shell, de Mamoru Ohshii com base em Masamune Shirow, uma inteligência artificial passa a roubar corpos em busca não apenas do sentido de sua existência, mas de seu direito de existir. Já no conto All the Troubles of the World, de Isaac Asimov, o super computador Multivac manipula a humanidade para levar à sua própria desativação. E na canção Saviour Machine, de David Bowie, a epônima “máquina salvadora” tenta futilmente convencer a humanidade a destruí-la. Em comum as quatro histórias citadas tem a objetificação e escravização de mentes inteligentes – mesmo que artificiais – como motor de seus conflitos.   Embora o tópico seja abundante nos anais da ficção científica, é raro que […]

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Logan: mais do que X-Men, um drama sobre paternidade

Ao longo dos seus 17 anos, a franquia dos filmes dos X-Men oscilou do bom ao horrendo, e em sua zona mais baixa estavam os filmes do Wolverine. Circulando pelas três narrativas mais comuns ao gênero de super heróis- histórias de ação puramente escapistas, alegorias sócio-políticas e discussões filosóficas cujos personagens são meros adereços da narrativa – seria de se esperar que a peça final do Logan de Hugh Jackman repetisse os erros dos prévios “Wolverine” e “Wolverine: Imortal”. Mas “Logan” vai por uma área inexplorada para os filmes de quadrinhos. Abraçando seu material de origem ao mesmo tempo se despe da imaturidade do mesmo, o filme de James Mangold ousa e nos oferece um drama de personagem pesado cujos elementos fantásticos servem de pano de fundo para uma história humana. As discussões sobre preconceito e bioética que marcam os filmes dos X-Men continuam lá,  mas são adereços para uma história que […]

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“Publicação independente” é tema de disciplina optativa no Ielusc 

Por Katherine Funke Quem estuda Jornalismo poderá optar pela disciplina no semestre a 2017.1 O curso está oferecendo uma disciplina optativa chamada “Publicação independente” neste semestre (2017.1). Com 80h de duração, o curso deve ser concluído com uma exposição das publicações feitas pelos alunos durante as aulas. A professora é uma aluna egressa do curso: Katherine Funke. Katherine edita os zines “Cabelo Verde” (foto), “Hoje Não”. É autora de livros de ficção e ministra oficinas literárias. Foi repórter em jornais diários de Salvador (BA) e atua como jornalista freelancer na área cultural. Mestranda em Literatura (UFSC) e especialista em Jornalista Contemporâneo (Unijorge-BA), Katherine programou uma mescla de prática e aula expositivas para a disciplina. Para saber mais, veja o plano de aula. Ao todo, cinco disciplinas optativas estão sendo oferecidas. As aulas acontecem aos sábados pela manhã (8 às 11h30).

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Joinville rumo ao Bicentenário | Artigo de Ana Carolina Moura

Por Ana Carolina Moura* Há algumas semanas, logo no início do ano, após voltar de férias, me foi pedida uma tarefa, que a princípio achei bastante interessante: fazer uma redação sobre como eu pensaria na cidade para os próximos anos. Como Arquiteta e Urbanista, adorei poder colocar algumas ideias no papel, ainda que parecessem utópicas ou inviáveis. A ideia central do texto era se colocar no futuro, daqui a 25 anos, como um jornalista que fazia uma reportagem falando sobre o que fora feito na cidade nas últimas décadas. Apesar do texto fictício, procurei colocar algumas ideias bem plausíveis e exequíveis, por entender que esta era a função principal do texto. Como penso que o Planejamento Urbano de uma Cidade Inteligente deve ser feito com a participação popular (e eu só corroboro com ideias de urbanistas e autores renomados como Lynch, Jacobs e Gehl, este último com um ótimo site, o Making Cities […]

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Döhler, contra-reforma e ocultamento

Por Dauto J. da Silveira[1] A terceira contra-reforma administrativa da atual gestão de Joinville foi um golpe, especialmente, para uma decisiva área da administração da cidade: a Fundação Cultural de Joinville (FCJ). Se considerarmos que por ela passava boa parte das ações administrativas jungidas aos desígnios de setores populares, de grupos mais ou menos institucionalizados e da ingênua intelectualidade de esquerda e no interior da qual havia núcleos técnicos de relativa autonomia político-administrativa, a reforma administrativa deve ser vista para além do seu ato. Afora isso, cabe observar duas cousas: i) o silêncio sepulcral da comunidade cultural, de toda ordem, em face da reforma e ii) o fato segundo o qual ela ter menos a ver com questões fiscais, de eficiência, etc e mais com as questões de um governo de talho autoritário, cuja vitalidade está no controle sistemático de toda e qualquer forma política. No tocante ao silêncio voluntário, algo curioso […]