Sobre o rock, o preconceito e os nossos próximos passos

Eu comecei a escrever este texto antes da recente publicação do bar Delinquent’s que gerou ainda mais debates sobre o preconceito no cenário rock de Joinville. Por este motivo mudei muita coisa na minha linha de raciocínio e vou compartilhar com vocês o que penso sobre o assunto.  Esta não é uma tentativa de ser protagonista em nada, muito menos de acusar alguém, são só alguns pontos de vista. Apanhado geral Para quem não sabe, rolou um cartaz com uma imagem notória de violência contra as mulheres para um show que ocorreria no bar Delinquent’s. O cartaz foi apagado pela banda. O grupo fez uma retratação, alguns personagens responderam às críticas com xingamentos e contrapontos sem embasamento histórico, político ou social. Uma semana depois outro cartaz com uma ilustração de um corpo feminino (nos padrões estéticos ditados pela nossa sociedade) foi elaborado para outro show. Este segundo cartaz também recebeu importantes críticas. […]

Música de Domingo – Disritmia

Vamos de música mais uma vez… Para quem não conhece o projeto Música de Domingo, pode verificar  https://coletivometranca.com.br/musica-de-domingo-homens/ Se tiver vontade de cantar, mande um vídeo para o Metranca 🙂 Hoje escolhi uma música que amo!!!! Disritmia (Martinho da Vila) que também tem uma linda versão na voz de Zeca Baleiro (vale conferir). Escolhi essa letra, pois sempre pensei: Uê as mulheres também podem chegar de porre lá da boemia!!! Afinal a boemia não é um território unicamente masculino, ou é? Infelizmente ainda escuto: ¨Que vulgar essa menina sozinha no bar!¨, ¨Sozinha no bar?!?! Deve ser puta…¨, ¨Bebendo com amigas, querem pegar alguém…¨, ¨Ela bebe como homem¨… Não, não, não gente… Ela bebe como quem bebe, ela sai com as amigas para se divertir, conversar, namorar, chorar, as vezes, perde o rumo, as vezes segue o prumo. Tanto ela, como ele, quanto nós, quanto eles… Pense nisso!!! DISRITMIA Eu quero me esconder […]

Sobre espaços irregulares. Os “prefeitos” podem, você não!

Na última segunda, dia 18 de maio, rolou uma reunião extraordinária do Conselho Municipal de Política Cultural de Joinville e foi nesta reunião que soubemos através de representantes do governo municipal que o Centro de Eventos Edmundo Doubrawa não “existia” oficialmente até agora. Compreendem? Até agora, o Edmundo Doubrawa não estava totalmente legalizado. Em uma cidade como Joinville, onde há extrema dificuldade para se organizar eventos ou para se conseguir espaços com alvará, um dos Centros de Eventos mais utilizados por institutos como o Instituto Festival de Dança ainda está em processo de legalização. A informação deve ser registada em ata nos próximos dias, pelo CMPC. O alvará de funcionamento está sendo providenciado pela atual gestão (mérito para os integrantes desta administração que estão correndo atrás disso). Se isso não é influência política e financeira para favorecimento de determinados setores, eu não sei mais o que é. Reforço uma pergunta feita na reunião: […]

Colunas

Simon Pegg e o descaso com a Ficção Científica

O Ator e roteirista Simon Pegg, contratado para reescrever o roteiro do terceiro filme do Reboot de Star Trek, declarou nesta semana “renunciar a nerdice”. Em seu ver, a atenção dada para ficção científica tem “nos infantilizado”. Antes, diz Pegg, os “blockbusters” eram compostos por filmes “artísticos e amorais” como “Poderoso Chefão” e “Bonnie e Clyde”, enquanto hoje são tomados por filmes “vazios e infantis”. Onde antes se ia ao cinema para pensar, diz Pegg, agora é para “ver o hulk bater em um robô”. Simon Pegg claramente não entende Ficção científica, história do cinema, ou narratologia. Ele incorre no mesmo erro clássico: achar que ficção científica é desprovida de conteúdo e de debate sério, enquanto cai em outro erro, de considerar que antes da era dos Blockbusters o cinema era composto primariamente por filmes “artísticos e profundos”, ignorando completamente a era de produções vazias e filmes B da “era de ouro […]

Sabores Imaginários

Acredito que um mundo melhor depende das pequenas atitudes diárias e de nossas escolhas de consumo, não consigo mais pensar em gastronomia, arte e arquitetura sem pensar em ativismo. Mas e você? Depois me tornar vegetariano/vegano comecei a tolerar ainda menos as certezas que me eram impostas e assim fui buscando mais e mais informações. Ao longo desse caminho fui percebendo que o veganismo está diretamente ligado a tantas outras causas e lutas sociais, e que este não é um movimento da elite.     Mas o que é veganismo? “O veganismo é uma forma de viver que busca excluir, na medida do possível e do praticável, todas as formas de exploração e de crueldade contra animais, seja para a alimentação, para o vestuário ou para qualquer outra finalidade. Dos veganos junk food aos veganos crudívoros – e todos mais entre eles – há uma versão do veganismo para todos os gostos. No entanto, […]

Música de Domingo – “Homens”

Ontem eu fui dormir irritada comigo mesma, outra vez passei por uma situação de machismo, enfim qualquer tipo de preconceito me irrita muito, me tira o chão, o sono, a razão. Antes eu reagia com tapa na cara do infeliz ou copo de bebida que voava na direção do babaca… Mas eu prefiro a arte! Dormi irritada, acordei inspirada!!!   Esse é meu pequeno projeto: Música de Domingo! Que compartilho com [email protected] através do Coletivo Metranca.   Eu amo música, sempre inventei as minhas versões que nunca eram as mais comuns e agora comparto e convido [email protected] para cantar e ficarei mega feliz se as pessoas gravarem vídeos e enviarem para o Metranca com essa versão de “Mulheres” de Toninho Geraes, eternizada na voz de Martinho da Vila, seria lindo uma versão rock!!!   Gosto de outras músicas cantadas por Martinho da Vila e com certeza vou escrever outras versões!   Por […]

Azul

Já é tão tarde Mas eu poderia ficar Até que eu pudesse ver o azul   O que há  atrás das estrelas? Bem acima do céu No final do azul   E se eu  fugir? E se não houver  mais nada a dizer? Querid., por favor, me vista de azul   O vazio o qual eu pertenço Quando chegar o momento Apenas peço-lhe para me cobrir com azul   Cássio Fiori