Hola – Festival Cultural

    Iniciou no dia 25/04/2015 o Hola – Festival Cultural em Joinville na Mercearia Sofia, o qual terá continuidade no dia 02/05 e 09/05, com a proposta de reunir grafiteiros e músicos para divulgação dos trabalhos além de comemorar os 10 anos da Mercearia Sofia com a tradicional gastronomia espanhola. Os artistas Paulo Agostini (Pincel), Felipe Reiz (Reiz), Igor Mendes (Gori), Gabriel Fernandes (Época), Rafael Thomassen (Role), Felipe Ricardi (Felipis) e João Guilherme (Jonca) estão grafitando um muro de 20×4 no estacionamento da Mercearia com a temática “Espanha”, além de exporem outros trabalhos para que as pessoas possam conhecer e também adquirir. No dia 25/04 no período da tarde, o evento foi embalado pelo músico Ozir Padilha, e nos próximos dias, contaremos com os músicos Vagner Magalhães e Luciano Caetano além de outros convidados especiais. No dia 09/05 haverá a virada cultural, onde os artistas irão finalizar e inaugurar o painel […]

Baianinho do Forró

O projeto “Rua” é uma coluna do Coletivo Metranca produzida pelo jornalista Marcus Carvalheiro. A iniciativa propõe tornar visíveis vários personagens que encontramos nas ruas de Joinville. Neste segundo post apresentamos o Baianinho do Forró:

Outra vez ela está escrevendo sobre feminismo!!!

Olhe para meus olhos e diga o que você vê? Nada, você não vê nada. Você nunca saberá o que é estar aqui, ponto. Não diga que sabe o que sinto. Não fale que não dói, você nunca foi calado com um tapa. Sem discurso que tudo mudou, que é exagero, que estamos em uma época melhor. Você nunca teve que fugir de alguém no meio da noite. Nunca teve seus peitos tocados por um estranho na rua, nunca foi molestado por quem deveria te proteger, ou teve que pedir para um amigo esperar o ônibus com você porque no dia anterior tentaram te violentar. Você não tem um lugar especial no metrô. Nunca teve que desviar o olhar por medo, medo, medo de apenas olhar. Trabalhar e ganhar menos. Cruzar as pernas ao usar uma saia, lutar para usar uma calça, depois lutar para usar uma saia acima do joelho e […]

Rubinho

Final de tarde. O vento fica mais forte, retirando pétalas amarelas de algumas árvores da Rua Max Colin. Com o vento, uma chuva fria e passageira também se aproxima. Clima típico de outono. Ele esta lá, no abrigo de ônibus, como dito por uma amiga. Há meses ela o percebe neste ponto, sempre por volta das quatro horas da tarde. Boné branco e uma jaqueta de tactel surrada. A bengala está ao lado deste senhor, apoiada no banco. Esse homem se chama Rubi Lienstädt, conhecido popularmente por Rubinho. Divorciado e torcedor do antigo Caxias, Rubi diz não gostar do atual time do JEC. “Antigamente, no começo, eu até gostava, mas agora não dá. Não tem jogador”, argumenta. Para o aposentado, alguns times amadores da região possuem jogadores melhores do que o clube oficial da cidade. Quando perguntado sobre as mudanças na cidade Rubinho explica: “Não frequento mais o centro. Tenho problema no […]

Colunas

De horrores e robores*

Existe um gênero de ficção que costuma ser muito desprezado por leitores de quadrinhos. Um gênero que esteve para o quadrinho japonês como os super heróis ainda estão para os quadrinhos americanos e que divide com este uma importância simbólica. Falo dos super robôs, o velho gênero dos quadrinhos e desenhos japoneses onde uma máquina gigantesca pilotada por jovens destemidos enfrenta as forças do mal.   Enquanto no ocidente esse é cada vez mais um gênero esquecido (salvo por alguns raros destaques como Tengen Toppa Gurren Lagann e a recente produção do Netflix Knights of Sydonia) e ignorado pela maioria dos leitores, com a exceção de alguns aficcionados, no Japão as histórias de gigantes mecânicos (ou não mecânicos; alguns são estátuas, ciborgues, deuses dados forma…) ainda fazem sucesso no Japão, embora cada vez menos. O desconhecimento sobre o gênero no ocidente é tão evidente que a “carta de amor” de Guillermo del […]

Qual a relação entre a Red Horse, o JEC e os políticos da região?

Eu não sei. Talvez estes três elementos nem tenham nenhuma relação. Deixo isso bem claro para não acharem que este é um post conspiratório. Aliás, este não é um texto jornalístico, nem nada do gênero. É só um apanhado de notícias já publicadas. Entretanto, a reflexão é necessária, afinal, a suspeita é de uma sonegação que soma mais de R$ 50 milhões. Com uma quantia deste tamanho, acredito que exista a possibilidade de “respingos” no clube de futebol ou nos políticos da região. Não é mais novidade para ninguém que a empresa 101 do Brasil está sendo investigada por esquemas de sonegação e falsificação de selos de controle tributário. Os jornais da região estão tomando todo o cuidado para não citar os nomes dos envolvidos, mas eles já o fizeram há algum tempo, em outros casos envolvendo a empresa, como no processo movido pela Red Bull. Inclusive, estes nomes já apareceram em jornais há algum […]

Quem irá nos provocar?

Singela homenagem do O Cotidiano Ilustrado ao ator e diretor Antonio Abujamra que, aos seus 82 anos, faleceu nesta manhã. Quem irá nos provocar? 🙁 Para quem curte ou não conhece, segue o trecho de “Eu sei, mas não deveria” de Mariana Colasanti recitado por Abujamra em seu programa “Provocações” da Tv Cultura: https://www.youtube.com/watch?v=ruN_LR60ZfQ ps: “retratismo” não é o forte do desenhista

Assista ao show completo do System na Armênia

Para quem não sabe, todos os integrantes do System Of A Down são de origem armênia e a banda se apresentou pela primeira vez em seu país “natal” hoje, dia 23. A apresentação faz parte de um ato que marca os 100 anos do Genocídio Armênio (dia 24 de abril). Há 100 anos o império Otomano tentou exterminar os armênios. Os integrantes da banda já possuem um histórico de engajamento político e também perderam vários parentes no genocídio. Desde sua orgiem, a banda levante este e muitos outros debates sociais. Confiram o show completo:

Homofobia e Empoderamento

Girls Eu vou falar por moi, homem – gay – cisgênero – opressor. Entrei numa loja esotérica que vende aquelas camisetas “indianas”. Lá, fiquei na dúvida entre duas camisetas: uma azul e uma preta. A preta era uma camiseta de modelagem menor, ficava mais justa no meu corpo enquanto na azul minha folga era maior. Como de costume, perguntei pra vendedora o que ela achava. A vendedora respondeu que eu deveria comprar a azul. Não. “Olha, esse tipo de camiseta mais justa (a preta) quem geralmente usa –  e agora quase sussurrando: – são gays. Pra homem fica melhor camisetas mais soltinhas”(a azul). Contra pontuei dizendo que eu sou gay. “Eu sou gay!” Eu sou Gay, viado, boiola, bicha, bichona, baitola, fruta, marica, biba, xibungo… (incremente a lista nos comentários). Ser gay é ofensivo? O que é homem? O que é gay? Gay se parece com quê? É estranho pensar que em […]

Por que o Fórum de Música não ocorreu?

O terceiro fórum de música que aconteceria na última quinta-feira (2) contou com a participação de apenas cinco pessoas. Infelizmente, esta é uma situação comum aos fóruns culturais de Joinville. Diferentemente do que ocorre em outros encontros semelhantes, eu me neguei a fazer uma ata ou oficializar o momento como um “fórum”.  É inaceitável  que em uma cidade como Joinville reuniões sobre o setor musical, ou outros assuntos relevantes à arte e cultura da cidade, contem com apenas cinco pessoas. Por este motivo escrevo este texto, em uma tentativa de entender a situação e provocar o nicho. Marcamos o fórum sem levar em consideração a véspera de feriado. Talvez este seja um motivo, mas acho que o problema é muito mais profundo, levando em conta a falta de participação já nos fóruns passados, inclusive nos quais eu ainda não atuava como conselheiro. Bom, dividi o texto em três tópicos: Primeiro: Acho que […]