Quadrinho vigilantismo
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A mente por trás do vigilantismo

O vigilantismo tem sido desde os primórdios um tema farto para histórias em quadrinhos; desde o mais popular super-herói de todos os tempos (Batman, pra quem não sabe) até casos cult como Rorschach, Questão e Senhor A passando por anti-vilões (para quem não sabe: o vilão com motivações que se passariam por nobres) como Comediante, Justiceiro, e o não muito criativamente nomeado Vigilante, o homem de mistério que faz a justiça com “esse que é irmão desse” passou por um grande numero de iterações – mas poucas parecem abordar de fato a mente… conturbada que levaria um cidadão “ordinário” a sair pelas ruas fantasiado “levando justiça” à sua própria maneira. E menos ainda fazem aquela perguntinha básica, mas importante… “isso é heroísmo?” Sim, o Batman é um personagem altamente complexo; sim, Rorschach (talvez um dos mais desenvolvidos personagens desse tipo em quadrinhos impressos) é uma figura imensamente perturbada, e que serviria de base para livros e mais […]

Capa, exemplo de minorias em quadrinhos
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Minorias em quadrinhos: Arnie Roth, o gay de meia idade.

Certo que a representatividade de minorias em quadrinhos, ou comics – o mainstream da arte sequencial americana – avançou muito desde o tempo em que negros eram mostrados como gollywogs e asiáticos eram “a ameaça amarela”, mas ainda temos algumas coisas ainda problemáticas nesse sentido… Ainda abundam os clichês (tipo o herói negro que é “tananan Negro”, ou o herói asiático que é um mestre de artes marciais), e predominam os heróis brancos-hetero-30-e-poucos-anos, acima de qualquer outro grupo, e  (quer prova? Me diga três heroínas negras da Marvel, que não a Tempestade). Mas as coisas estão mudando… e pra mostrar isso, um breve resgate de comics  que trabalharam minorias com gosto. Lembrando que estou falando de comics, não de graphic novels – que trataram disso de maneira muito mais aprofundada que as revistinhas, já tem algum tempo, por se tratar de um modelo menos comercial (e nem vou entrar aqui no underground). Isso vai ter […]

Blá blá blá e o Plano Municipal de Cultura é novamente descumprido

Para não deixar passar batido, terça-feira (18) rolou mais uma reunião do Conselho Municipal de Políticas Culturais de Joinville, no Centreventos. O encontro foi chamado extraordinariamente para debater alguns assuntos quentes, como o novo valor do Simdec, divulgado na última semana.Valor que deveria representar 2,5% da arrecadação do IPTU e ISS de 2013, mas ficou em 2,2%. Vou me concentrar neste ponto, porque acho que ele representa bem a atual situação do Simdec. Durante a reunião, vimos alguns representantes do atual governo tentando justificar o valor, mas sem argumentos concretos. O grupo presente fez algumas contas básicas e ficou claro que não houve compensação da queda do ano passado (de 2,3% para 2,0%), muito menos o comprimento do Plano Municipal de Cultura. E o pior, não se pode nem debater com propriedade estes números, pois eles não estão corrigidos a partir de índices de confiança. O argumento mais confiável dos representantes da […]

Confira os novos vídeos da Radio Gump

A super banda joinvilense Radio Gump publicou em seu canal oficial uma série de vídeos da apresentação realizada no dia 13 de agosto, no Teatro Juarez Machado. O registro foi trabalho do próprio Coletivo Metranca e o áudio ficou por conta do baterista André Cidral, do Mojo Estúdio. Confiram: Radio Gump – Km Radio Gump – Caco de Vidro Radio Gump – Carta Anônima Radio Gump – The Way You Make Me Feel Radio Gump – 100 days, 100 nights Radio Gump – Paris (Uh La La) Radio Gump – Lado Bom 13/08/2013 – Teatro Juarez Machado/Joinville-SC Imagens: (Coletivo Metranca) Marcus Carvalheiro Pablo Teixeira Edição: Marcus Carvalheiro (Coletivo Metranca) Áudio: André Cidral de Souza (Mojo Estúdio) Contato: radiogump@gmail.com www.facebook.com/radiogump Fone: 47-34333314

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A pioneira, o projeto, e o processo.

E.C: Pioneira contra a discriminação Ainda uma década antes da “Casa das Ideias” lidar de maneira sutil com o tópico em seus X-Men, uma editora hoje já falecida abordava abertamente o racismo e a desigualdade social em seus quadrinhos – e de forma polêmica. Em março de 1953, a E.C. Comics publicava uma obra prima da arte sequencial: “Judgment Day”, de Al Feldstein e Joe Orlando. Uma história breve (apenas sete páginas) sobre um astronauta em visita à um planeta de robôs, onde a sociedade é dividida entre os robôs laranjas e os robôs azuis. Sem nenhuma diferença fora a pintura, os robôs azuis são dotados de menos direitos, vivém em condições inferiores à seus pares laranjas – em virtude da cor, recebem “educadores” piores, trabalhos degradantes e forçados a viver em favelas e cortiços. Lembrados de que nada os difere, a única resposta dada ao astronauta é “sempre foi assim” – o que faz com que, […]